George Russell fez uma reclamação inusitada sobre os pneus, que em alguns momentos parecem “grandes balões”. Ele atribui isso a uma “regra estranha” que afeta a pressão dos pneus na atual temporada de 2026. Esse tema tem gerado bastante discussão entre os pilotos, especialmente com a introdução do modo de corrida chamado Straight Mode (SM).
Para quem não está por dentro, o SM permite que as asas dianteira e traseira dos carros se abram em retas específicas, reduzindo a resistência do ar e aumentando a velocidade máxima. Mas, ao acionar o sistema novamente ao frear, as asas voltam a uma configuração que favorece as curvas. Essa dinâmica trouxe uma nova exigência: todos os times precisam ajustar a pressão dos pneus para dois a três psi acima do mínimo recomendado pela Pirelli. A razão? Se o SM falhar e o carro continuar em modo de curva nas retas, isso aumenta a pressão sobre os pneus, colocando-os em risco de falhas.
Russell comentou que essa situação deixa os pneus com uma sensação estranha enquanto dirige. Ele acredita que, se essa questão for resolvida, isso poderá melhorar a experiência de corrida e ajudar os carros a evoluírem. Quando questionado se os carros se tornaram mais divertidos de dirigir desde os testes de pré-temporada, ele disse que as mudanças nas regras a partir do Japão foram positivas. “Os carros realmente estão mais agradáveis de pilotar”, afirmou.
Entretanto, ele destacou que a pressão dos pneus é uma preocupação comum entre todos os pilotos. E, segundo o que se escuta, a Pirelli está trabalhando em melhorias nesse aspecto. “É uma regra estranha que precisa ser levada em conta. Se o SM de uma equipe falha, e há mais downforce no carro, é preciso compensar isso com dois ou três psi a mais”, explicou.
Quem acompanha de perto já percebeu que essa questão dos pneus pode impactar bastante a performance na pista. Russell comentou que, com a situação atual, parece que estamos dirigindo em cima de balões. Ele acredita que, se a pressão dos pneus for ajustada, isso traria benefícios tanto para os pilotos quanto para as corridas, com menos superaquecimento e a possibilidade de disputas mais próximas. Essa mudança, segundo ele, poderia ser o próximo grande passo para melhorar o espetáculo nas pistas.