Quando Laurent Mekies assumiu o comando da equipe Red Bull em julho de 2025, a transição foi bem mais tranquila do que se imaginava. O francês, que veio da Racing Bulls, trouxe uma onda de renovação na segunda metade daquela temporada. Max Verstappen conquistou vitórias em Monza e Baku, e a Red Bull começou a reencontrar seu ritmo competitivo. O clima era de otimismo, com Verstappen chegando a ficar a apenas dois pontos de manter seu título, e todos pareciam animados com a nova liderança de Mekies enquanto se preparavam para as novas regras da Fórmula 1.
Porém, ao avançarmos para 2026, a situação é bem diferente. Após nove corridas, a Red Bull ocupa o quarto lugar no campeonato de construtores, com 128 pontos. Elas estão bem atrás de Mercedes (333), Ferrari (255) e McLaren (179). Verstappen, por sua vez, está em sétimo lugar na classificação de pilotos, com 76 pontos e sem nenhuma vitória, mais de 250 pontos atrás do líder do campeonato, Kimi Antonelli. Um cenário que, convenhamos, é frustrante para qualquer piloto, especialmente um quatro vezes campeão mundial.
As queixas de Verstappen não são segredo. Depois da classificação para a corrida em Xangai, ele não hesitou em afirmar que o RB22 estava “indomável”. Durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, ele também admitiu que a Red Bull ainda não está onde gostaria, mencionando problemas nas curvas e dificuldades com a distribuição de potência. Para piorar, ele esperava estar lutando contra adversários mais próximos, e não pela vitória. E, durante a corrida em Silverstone, seu descontentamento foi evidente até nas comunicações pelo rádio, onde usou palavras bem contundentes ao se referir às mudanças de marcha do carro.
A boa vontade que Mekies havia conquistado com aquele final de 2025 começa a se dissipar rapidamente. Resta saber se a fase de lua de mel realmente acabou e como ele vai lidar com o futuro de Verstappen nas próximas corridas. A pressão está alta, e as próximas etapas serão cruciais para a equipe.