Pierre Waché, o diretor técnico da Red Bull, trouxe novidades sobre o polêmico wing invertido da equipe, que foi retirado para o Grande Prêmio da Bélgica deste fim de semana. A decisão de voltar ao modelo original foi motivada por acidentes que Max Verstappen sofreu em corridas consecutivas na Áustria e em Silverstone, que aconteceram devido a um problema com essa peça.
O wing invertido foi apresentado pela Red Bull no Grande Prêmio de Miami, e agora a Bélgica marca a primeira corrida em mais de dois meses em que ele não estará em uso. Apesar do retorno a um modelo que pode oferecer menos velocidade e desempenho, Verstappen e seu colega de equipe, Hadjar, tiveram um bom início de jornada em Spa-Francorchamps. Verstappen foi o mais rápido na primeira sessão de treinos e terminou em terceiro na segunda, enquanto Hadjar ficou entre os cinco melhores.
“De maneira geral, tivemos um bom começo”, comentou Waché. Ele destacou que Spa é uma pista complicada, especialmente quando se trata de recuperação e uso de energia. “Nas duas primeiras sessões, analisamos várias estratégias para lidar com isso. A situação está um pouco aberta no momento”, disse ele. O diretor técnico também mencionou que, embora o balanço do carro não esteja perfeito e tenha havido degradação durante os treinos longos, isso serve como um bom ponto de partida para ajustes.
Sobre o wing invertido, a Red Bull confirmou ter identificado um “problema mecânico” com a peça, mas já encontrou uma solução. A expectativa é que ele retorne em breve, mas Waché enfatizou que isso só acontecerá quando a equipe estiver confiante de que ambos os pilotos poderão utilizá-lo com segurança. “Identificamos um problema mecânico e temos uma solução em andamento. Vamos tentar trazer de volta o wing original logo. Nossa prioridade é garantir que o carro seja completamente seguro para os pilotos, pois não queremos correr riscos”, concluiu.