Durante o Grande Prêmio da Grã-Bretanha, Lance Stroll chamou a atenção ao dirigir seu Aston Martin com o volante completamente virado durante as curvas de alta velocidade em Silverstone. As imagens desse momento inusitado, principalmente nas curvas Copse e na famosa sequência Maggots-Becketts, rapidamente viralizaram nas redes sociais, levantando preocupações sobre o desempenho atual do modelo AMR26. A equipe, que está passando por um início complicado na temporada de Fórmula 1, ainda não viu Stroll marcar nenhum ponto após nove corridas.
Além da falta de potência do motor Honda, que está sendo uma grande preocupação na primeira temporada da parceria da equipe com a montadora japonesa, o chassi projetado por Adrian Newey para a Aston Martin tem enfrentado diversos problemas. Novas atualizações estão previstas para o Grande Prêmio da Hungria, e isso pode ajudar a liberar o potencial que Stroll acredita estar presente no carro. No entanto, para ele e Fernando Alonso, o foco agora é enfrentar o desafiador circuito de Spa-Francorchamps.
Ao ser questionado sobre os clipes surpreendentes que circularam na internet, Stroll explicou o que estava por trás daquela situação. Segundo ele, o carro apresenta instabilidade na entrada das curvas e, em velocidades médias a baixas, ocorre um tipo de “parada aerodinâmica”, que faz com que o carro perca aderência nas curvas rápidas. “Temos algumas limitações”, comentou Stroll, ressaltando a dificuldade de identificar essas paradas aerodinâmicas apenas pelos dados.
Quando pediu para compartilhar sua experiência, Stroll acrescentou que esses problemas são difíceis de detectar através dos sensores. “Estou tentando passar uma ideia melhor para a equipe em Silverstone sobre o que estamos sentindo dentro do carro. Às vezes, é complicado para eles perceberem apenas pela análise dos dados”, explicou o piloto de 27 anos.
O chefe de equipe, Mike Krack, também comentou sobre as imagens. Ele corroborou a explicação de Stroll e revelou que as manobras do piloto ativaram “alarmes” na parede dos boxes. “Lance sempre foi muito vocal sobre a frente do carro. Ele queria mostrar que, mesmo em alta velocidade, não há resposta da parte dianteira”, disse Krack. Ele assistiu ao momento ao vivo e não pelas redes sociais, notando as reações nos monitores da equipe.
Quando questionado se o comportamento extremo do AMR26 se mantinha mesmo com ângulos máximos das asas dianteiras, Krack respondeu que existem limites regulamentares a serem respeitados. “No fim das contas, Silverstone é uma pista que exige muita aderência na frente, algo que não tínhamos. Foi uma maneira de mostrar que essa é uma fraqueza do carro”, concluiu.