Martin Brundle, ex-piloto de Fórmula 1, expressou sua insatisfação com as novas regras que começam a valer em 2026. Ele questiona como essas mudanças estão impactando as corridas em alguns dos circuitos mais icônicos do esporte, como Silverstone e Spa-Francorchamps. Após visitar esses locais, Brundle percebeu que a experiência emocionante das corridas foi um pouco diluída pelos novos carros, que exigem uma gestão de energia mais complexa.
Os carros atuais dependem bastante de energia, o que faz com que os pilotos precisem focar em como gerenciar a coleta e o uso dessa energia, em vez de simplesmente acelerar ao máximo. Isso gerou críticas quase unânimes entre os competidores. Brundle comentou: “Acho que todos estão tendo dificuldades para realmente entender isso, para ser honesto.” Ele ainda revelou que ficou emocionado ao ver que muitos dos grandes trechos de Silverstone foram perdidos, e destacou que a situação em Spa não é muito diferente. “Essas novas regras prejudicam a gente nos circuitos de alta velocidade”, completou.
A Fórmula 1 e a FIA já reconheceram a gravidade das questões levantadas e aprovaram mudanças para os próximos anos. Em 2027, a divisão de potência entre o motor a combustão interna e o MGU-K será ajustada para 58% do primeiro e 42% do segundo, com uma nova alteração para 60/40 em 2028. Essas mudanças têm como objetivo diminuir a dependência elétrica dos carros.
No entanto, Brundle acredita que essas alterações não são suficientes. Ele deseja que a Fórmula 1 abandone completamente o conceito atual assim que chegar a próxima grande mudança nas regras, que deve ocorrer entre 2030 e 2031. “Estamos fazendo algo a respeito para 2027 e 2028, mas precisamos nos livrar desse conceito o quanto antes”, afirmou Brundle. Apesar das críticas, ele também reconheceu que quando os carros estão na pista, especialmente durante as corridas, eles parecem rápidos e a disputa entre os pilotos é emocionante. “Quando eles correm lado a lado, é realmente divertido de assistir. Mas, por enquanto, é preciso lidar com todas essas complexidades, e elas são muitas”, concluiu.