Fred Vasseur, chefe da Ferrari, não está muito empolgado com a vantagem que a equipe poderia ter “no papel” ao se aproximar do Grande Prêmio da Hungria. O circuito de Hungaroring é reconhecido como um dos preferidos da Ferrari, especialmente em 2026, devido ao seu traçado apertado e sinuoso. Esse tipo de pista costuma favorecer o chassi SF-26, que é considerado o melhor do grid.
Entretanto, há um detalhe importante: a potência do motor. A Ferrari não chega a ser a mais rápida em retas, comparada à Mercedes, que lidera nesse aspecto. Isso se deve ao uso de um turbo menor pela equipe italiana. Apesar disso, a Ferrari teve um desempenho sólido recentemente em pistas que exigem mais do motor, como Silverstone e Spa, onde Charles Leclerc conquistou uma vitória e um segundo lugar, enquanto Lewis Hamilton ficou em terceiro e quarto.
Ao falar sobre a corrida na Hungria, Vasseur pediu cautela e reforçou a importância de manter a “disciplina e atenção aos detalhes” durante o fim de semana. Ele comentou: “Vamos para Budapeste após duas corridas encorajadoras, onde conseguimos maximizar nossos resultados graças ao esforço do time.” Essa confiança é boa, mas ele também ressaltou que cada Grande Prêmio traz seus próprios desafios.
“Embora o Hungaroring possa, em teoria, se adequar melhor às características do nosso carro, isso não é garantia de sucesso”, disse Vasseur. “Como sempre, a execução será o que vai fazer a diferença. Precisamos entrar nesse fim de semana com a mesma concentração e disciplina que mostramos nas últimas corridas.”
O clima na equipe é positivo. Vasseur destacou que têm um time unido e dois pilotos muito motivados, além do apoio incondicional dos tifosi. O objetivo é continuar avançando, começando bem desde a sexta-feira para se posicionar da melhor forma para a classificação e a corrida.