Oscar Piastri diz que precisa de meia hora para explicar problema na F1

Oscar Piastri compartilhou um pouco sobre a complexidade das novas unidades de potência da Fórmula 1, dizendo que levaria “meia hora” para explicar tudo que ele ainda não consegue acessar. Após dez corridas utilizando esses motores reformulados, os pilotos enfrentam desafios em pistas de alta velocidade, onde a recuperação de energia se tornou um pouco mais complicada. Em 2025, houve mudanças significativas, como a remoção do MGU-H e a alteração na proporção de energia entre o motor de combustão interna e a bateria, passando de 80:20 para 50:50 em 2026.

Essas alterações afetam diretamente o desempenho nas corridas. Nas pistas com longas retas e curvas rápidas, a dificuldade em recapturar energia tem sido um ponto de atenção. As novas regras ainda estão sendo ajustadas, especialmente se comparadas à geração anterior de motores turbo híbridos, que se mantiveram praticamente os mesmos desde 2014.

Uma questão que tem gerado debate é como os algoritmos dos motores aprendem a pista enquanto os pilotos dão voltas, ajustando a melhor forma de usar a energia. Qualquer deslize, como uma perda de controle ou a necessidade de levantar o pé por causa de bandeiras azuis, pode desregular esse aprendizado.

Piastri, que fez sua estreia na Fórmula 1 em 2023, comentou que os motores anteriores eram “incrivelmente maduros”, mas que as mudanças atuais trazem desafios bem diferentes. Ele explicou: “Para dar a resposta completa, eu precisaria de meia hora.” Ele continuou falando sobre a evolução das unidades de potência, destacando que, com os motores híbridos anteriores, mesmo pequenos erros tinham um impacto menor, já que a porcentagem de potência envolvida era bem menor.

Neste ano, no entanto, essa relação mudou. “Basicamente, é metade da sua potência, então qualquer diferença pequena pode ter um grande impacto, especialmente em uma pista como Spa”, disse. Sobre o controle da energia, Piastri esclareceu: “Não temos controle sobre onde a energia é liberada, mais ou menos. Você pode apertar o botão de impulso, mas isso é mais para ultrapassagens do que para a qualificação.”

Ele também expressou sua frustração com a falta de controle em certas situações, mas se mostrou esperançoso: “Tenho certeza de que vai melhorar. Não espero que desapareça totalmente, mas conforme os fabricantes entendem melhor as restrições das regras e o que o código pode ou não fazer, espero que as coisas fiquem um pouco melhores.”

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Diego Martins