Max Verstappen, o craque da Fórmula 1, está aqui para desfazer um pouco da ideia de que a Red Bull é a única equipe de ponta passando por mudanças drásticas. Em uma conversa descontraída, ele comentou que a visão de que tudo está muito dramático na equipe de Milton Keynes pode ser um pouco exagerada. Nos últimos dois anos, as saídas de alguns nomes importantes da Red Bull têm sido assunto frequente, especialmente após a saída do diretor técnico Adrian Newey, que foi uma peça chave na equipe desde 2005.
Newey, com quase duas décadas de trabalho, ajudou a transformar a Red Bull de um time promissor em uma verdadeira potência do automobilismo, com momentos de domínio absoluto nas pistas, primeiro com Sebastian Vettel e, mais recentemente, com Verstappen. Desde a saída de Newey, outros colaboradores de longa data, como Jonathan Wheatley e Will Courtenay, também deixaram a equipe, mas Verstappen continua firme como um dos pilares dessa nova fase.
Ele descreve a Red Bull como uma “segunda família” e fala sobre as experiências incríveis que teve ao longo dos anos. “Claro que existem momentos mais difíceis, mas o que importa é que estamos em um caminho de melhora”, diz ele. Apesar de a temporada atual ter começado com desafios, a equipe começou a se acertar. Desde o Grande Prêmio de Miami, a Red Bull tem mostrado um desempenho mais sólido, com Verstappen conquistando quatro pódios, incluindo um segundo lugar na Hungria. Mas a vitória ainda parece distante.
A Red Bull também está se reinventando, como mostra a recente contratação de Gwen Lagrue para liderar o programa de pilotos da equipe. Ele já teve sucesso em ajudar a impulsionar as carreiras de nomes como George Russell e Kimi Antonelli na Mercedes. Isso demonstra que a Red Bull ainda é capaz de atrair talentos de alto nível, algo que Verstappen quer enfatizar. “As pessoas sempre focam no negativo quando alguém sai, mas também temos muitas pessoas novas chegando”, ele observa, lembrando que isso é algo comum no esporte.
Com a saída de figuras importantes da Red Bull, como o ex-chefe Christian Horner, Verstappen tem se tornado ainda mais central na equipe. Ele expressa suas preocupações sobre as novas regras que entrarão em vigor em 2026 e, com isso, ajuda a manter um ambiente aberto e honesto dentro do time. Ao longo de seus dez anos na Red Bull, ele assumiu uma grande responsabilidade pelo sucesso nas pistas, e sua experiência é fundamental para os novos integrantes, como Isack Hadjar.
Quando questionado sobre como ele consegue liderar e motivar a equipe, Verstappen destaca que é tudo muito natural para ele. “Eu só sou eu mesmo”, diz o piloto. Ele acredita que ao longo dos anos construiu relações sólidas com seus colegas, sempre se comunicando de forma direta. Com o passar do tempo, ele aprendeu a lidar melhor com as situações e a entender as dinâmicas da equipe.
Para Verstappen, a Red Bull é tudo que ele conhece na Fórmula 1, e à medida que a equipe evolui, ele se torna cada vez mais um símbolo dessa mistura entre tradição e inovação que está tomando forma em Milton Keynes.