Brexit e NFL impedem possível segunda corrida de F1 em Las Vegas

A Fórmula 1 está passando por algumas mudanças e desafios interessantes. O CEO e presidente da categoria, Stefano Domenicali, compartilhou algumas informações sobre como a situação atual está afetando o calendário das corridas, especialmente em relação a uma possível segunda corrida em Las Vegas.

Com a crise no Oriente Médio levando ao adiamento dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, a incerteza paira sobre as provas que estão agendadas para o Qatar e Abu Dhabi, marcadas para os dias 30 de novembro e 6 de dezembro. Para dar uma reviravolta na situação, a corrida do Bahrein foi reintegrada ao calendário, mas agora acontecerá na Malásia. Domenicali indicou que uma decisão sobre as corridas no Qatar e em Abu Dhabi deve ser tomada até meados de setembro.

Se essas duas provas forem canceladas, a F1 já está considerando realizar uma corrida extra na Europa. As pistas de Imola e Portimão estão sendo analisadas como opções, com Imola sendo a favorita até o momento. A ideia de realizar um evento duplo em Las Vegas também foi cogitada, mas Domenicali explicou que isso se complicou devido ao calendário da NFL. A corrida em Las Vegas está marcada para o dia 21 de novembro, que coincide com as semanas 10 e 11 da temporada regular da liga de futebol americano.

Na prática, isso significa que eventos importantes da NFL, como o jogo entre Dallas Cowboys e San Francisco 49ers, além de Buffalo Bills e Miami Dolphins, estão em conflito com a corrida. Outro ponto que complicou ainda mais a situação é a burocracia relacionada ao Brexit, que afeta as nove equipes baseadas no Reino Unido. A saída do país da União Europeia trouxe novos desafios com a documentação de importação e exportação.

Domenicali comentou sobre a situação com bastante empatia, destacando que, se olharmos para as temperaturas na Europa nessa época do ano, elas são mais amenas do que as médias de Las Vegas durante as corridas. Ele enfatizou que, embora a ideia de duas corridas em Las Vegas fosse atraente, a F1 não quer “desvalorizar um tesouro que está crescendo” ao confrontar um evento tão significativo como o da NFL.

Assim, com todas essas considerações, a única alternativa viável parece ser a realização de provas na Europa, respeitando o cronograma já estabelecido. A Fórmula 1 continua a se adaptar e planejar, sempre buscando o melhor para os fãs e as equipes.

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Diego Martins