F1 recebe alerta sobre risco no calendário com prazo se aproximando

A situação do calendário da Fórmula 1 neste ano trouxe à tona desafios inesperados, especialmente após o início da guerra na região do Oriente Médio. Guenther Steiner, ex-chefe da equipe Haas, comentou que encerrar a temporada em uma pista europeia pode ser um “risco” para o esporte.

Com as corridas iniciais, como os Grands Prix do Bahrein e da Arábia Saudita, adiados, o Bahrein conseguiu ser reinstalado para uma nova data em outubro. No entanto, a corrida será realizada no Circuito Internacional de Sepang, na Malásia. Steiner destacou que a F1 enfrenta limitações em relação aos locais onde pode competir, o que torna a programação das corridas um verdadeiro quebra-cabeça. Ele mencionou em um podcast que, sem a ajuda do Bahrein, a situação poderia ser ainda mais complicada.

Atualmente, o Qatar e Abu Dhabi estão programados para sediar as duas últimas corridas do ano. No entanto, a incerteza sobre a segurança na região levanta dúvidas sobre a realização desses eventos. O CEO da F1, Stefano Domenicali, já declarou que, se a F1 não conseguir retornar ao Oriente Médio, a temporada pode acabar com uma corrida na Europa.

Porém, Steiner não acredita que isso seja viável, especialmente com a chegada do inverno europeu. Ele ressaltou que em novembro e dezembro, as condições climáticas podem ser muito adversas para as corridas. A possibilidade de mau tempo é um fator que pode inviabilizar a realização de um GP nesse período. Além disso, há a questão financeira; as equipes precisam de uma receita adequada para que a corrida faça sentido. “É um negócio”, disse Steiner, enfatizando que não se pode simplesmente correr por correr, sem considerar os custos envolvidos.

Para garantir que a temporada tenha um número razoável de corridas, a F1 optou por incluir a Malásia. A ideia de Domenicali é ter pelo menos 22 corridas no calendário, mas Steiner acredita que encontrar um 22º local viável será um desafio. A situação atual mostra como, mesmo em um esporte tão glamouroso, fatores externos podem impactar diretamente a programação e a logística das equipes.

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Diego Martins