Red Bull tem vantagem na busca pela primeira vitória na F1 2026

A primeira metade da temporada foi um verdadeiro desafio para a Red Bull. Com poucos momentos de brilho e muitos percalços, a equipe contou com um fator constante para se manter firme: Max Verstappen. O carro, RB22, passou por mudanças significativas nas primeiras 11 corridas, especialmente na parte lateral, o que é algo que muitos torcem para que melhore. Essas modificações visavam, em essência, alcançar uma distribuição de carga diferente e, acima de tudo, encontrar mais estabilidade nas curvas — um ponto que se mostrou problemático.

A grande fraqueza do carro continua sendo a aerodinâmica, e a distribuição dessa força é algo que deixa a desejar. Isso ficou bem claro nos mapeamentos aerodinâmicos, onde a falta de desempenho na traseira do carro se destacou. Um detalhe que costuma passar despercebido é que os perfis adicionais no atuador central do aerofólio traseiro não foram usados apenas em circuitos sinuosos como Mônaco, mas sim mantidos nas corridas seguintes, indicando que a solução não é simples. Uma reforma completa em vários componentes é necessária, com o assoalho sendo a parte mais urgente.

Por outro lado, onde a Red Bull realmente brilha é no motor. A unidade de potência Red Bull-Ford se destacou como um competidor robusto entre os novos motores de 2026. A performance desse motor permitiu que a equipe optasse por mais carga aerodinâmica em algumas pistas do que o ideal, já que o motor consegue compensar essa escolha. No entanto, a realidade da temporada até agora é um tanto desconfortável. Em muitas corridas, a equipe apresenta dificuldades de ritmo, e mesmo nas qualificações, a velocidade em uma única volta muitas vezes não é suficiente, embora essa deficiência seja um pouco menos perceptível no nível mais alto.

Ainda assim, é um fato inegável que a Red Bull é atualmente a única equipe de ponta que ainda não venceu uma corrida em 2026. Na Áustria, a equipe chegou bem perto da vitória, mas Verstappen terminou em segundo lugar, a pouco mais de um segundo do vencedor, George Russell. Para garantir essa primeira vitória da temporada, o holandês provavelmente terá que contar com problemas da concorrência e diferenças nas estratégias de desenvolvimento em circuitos específicos.

Há uma lógica clara por trás disso: a performance do RB22, que mostrou alguma estabilização nas corridas recentes, pode ser aprimorada na segunda metade da temporada com atualizações direcionadas, enquanto os concorrentes podem não trazer novas melhorias para aquelas mesmas pistas. Nesse sentido, existem oportunidades para a Red Bull. Porém, há também um desafio. A situação atual em relação à unidade de potência, especialmente as oportunidades de desenvolvimento da ADUO que Mercedes e Ferrari estão recebendo para seus motores, representa um verdadeiro obstáculo aos planos da Red Bull.

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Diego Martins