O Grande Prêmio da Alemanha de 1982, realizado em Hockenheim, é lembrado por uma série de acontecimentos marcantes, mas um dos mais notáveis foi o acidente que encerrou a carreira de Didier Pironi durante a classificação. No entanto, o que realmente ficou na memória dos fãs de Fórmula 1 foi uma intensa briga entre dois pilotos que se tornou parte da história da categoria.
Naquele dia, Nelson Piquet estava em um desempenho impressionante. Ele liderava todas as 18 voltas completadas e tinha uma vantagem de cerca de 26 segundos sobre os concorrentes. Mas, na sua 19ª volta, o campeão mundial se deparou com o carro de Eliseo Salazar, que estava mais lento, na aproximação da chicane Ostkurve. Piquet, confiando em sua posição, esperava que o chileno cedesse ao frear.
Infelizmente, Salazar não conseguiu calcular bem seu ponto de freada, não diminuiu a velocidade o suficiente e acabou colidindo com a traseira do Brabham de Piquet. O impacto fez com que ambos os carros fossem parar nas barreiras, eliminando-os da corrida na hora. O que aconteceu depois foi uma cena que ninguém esperava.
Piquet, em um momento de pura fúria, arrancou o cinto de segurança, saiu do carro destruído e caminhou até Salazar. A partir daí, ele desferiu uma série de socos e chutes no piloto chileno. A disputa, que deveria ser apenas um incidente de corrida, rapidamente se transformou em um confronto físico, com fiscais e câmeras de televisão acompanhando tudo. A cena foi intensa, mas, surpreendentemente, Piquet não recebeu nenhuma penalização oficial por parte dos comissários ou da FIA.
Há relatos de que, mais tarde, Piquet entrou em contato com Salazar para se desculpar pela briga. Enquanto isso, Patrick Tambay aproveitou a situação, assumiu a liderança e conquistou sua primeira vitória na Fórmula 1 pela Ferrari, sendo um dos poucos pilotos a completar toda a corrida, junto com René Arnoux.