Liam Lawson tem sido um grande aliado no início promissor da carreira de Arvid Lindblad na Fórmula 1. Oliver Rowland, campeão da Fórmula E e gerente de Lindblad, elogiou a maneira como os dois companheiros de equipe da Racing Bulls se ajudam a alcançar “novos níveis” a cada corrida. E com apenas 19 anos, Lindblad já se firmou como um forte candidato a pontuar nas primeiras 11 etapas da temporada de 2026.
A Racing Bulls também se destacou entre as equipes do meio do pelotão, mostrando consistência e se posicionando como a melhor entre as que estão atrás dos times de ponta. Rowland ressalta que a equipe entrou na pausa de verão em quinto lugar no campeonato de construtores, com pontos conquistados em 10 das 11 primeiras corridas. Lawson, com 43 pontos, está na nona posição do campeonato de pilotos, enquanto Lindblad ocupa o 11º lugar com 23 pontos.
Rowland, que acompanhou de perto o crescimento de Lindblad nas categorias de base, vê com bons olhos esse progresso. Ele destaca: “Ele começou a temporada de forma muito boa, estamos muito satisfeitos.” O piloto da Nissan na Fórmula E elogia o trabalho da equipe, que trouxe atualizações valiosas para o carro. “É difícil prever o impacto dessas melhorias na Fórmula 1, mas eles têm se mostrado consistentemente os melhores entre os demais, fora do top quatro.”
O papel de Lawson nesse desenvolvimento é importante, visto que ele já tem mais experiência na F1. Neste segundo ano completo na categoria, ele se tornou uma referência dentro da garagem da Racing Bulls e tem obtido bons resultados sempre que surgiu a oportunidade. As melhorias da equipe também são frutos de um programa de desenvolvimento eficaz, que ajudou a posicioná-los na liderança do meio do pelotão.
Lindblad, por sua vez, teve que se adaptar rapidamente às exigências da Fórmula 1. Sua promoção veio após uma carreira júnior acelerada e sua ascensão pelo programa da Red Bull, com Rowland oferecendo orientações não só na pista, mas também em sua carreira. A regularidade que ambos os pilotos mostraram tem sido fundamental para a temporada da Racing Bulls. Lawson pontuou em oito das 11 corridas, com destaques para os sextos lugares em Mônaco e no Grande Prêmio da Grã-Bretanha. Lindblad, por sua vez, alcançou duas vezes a sétima posição e também pontuou na Austrália, Espanha, Áustria e Bélgica.
A relação entre os dois pilotos vai além dos resultados individuais. Eles frequentemente estão lado a lado na pista, o que gerou algumas batalhas emocionantes durante as corridas. Em Mônaco, Lawson terminou em sexto e Lindblad em sétimo. Na corrida em Silverstone, eles cruzaram a linha de chegada novamente em sexto e sétimo. Em Spa-Francorchamps, Lindblad conseguiu um nono lugar, após uma ótima qualificação em sétimo, o que Rowland considera seu fim de semana mais completo na F1 até agora.
O que realmente impressiona Rowland é como Lawson e Lindblad se ajudam mutuamente. “Liam tem sido muito sólido e se recuperou bem, e Arvid também luta para melhorar,” diz Rowland. Essa dinâmica de equipe é exatamente o que se espera, onde um impulsiona o outro a novos patamares a cada corrida. “É importante discutir onde cada um pode melhorar, e isso é muito bom, especialmente para Arvid,” acrescenta.
Para Lindblad, o ambiente atual não é apenas de aprendizado com um colega mais experiente, mas também de competição. E Rowland acredita que essa rivalidade saudável já está trazendo os resultados desejados. Agora, o desafio é ver se Lindblad e Lawson conseguem continuar se empurrando — e a Racing Bulls — em direção a novos níveis quando a temporada recomeçar.