Lewis Hamilton compartilhou suas impressões sobre a falta de emoção nas corridas de Fórmula 1, especialmente em algumas pistas onde o “combate” entre os pilotos não acontece como antes. Ele destacou que, a partir de 2026, os pilotos terão que se adaptar a um novo estilo de corrida, onde 50% da potência dos carros virá de baterias mais robustas, um aumento significativo em relação aos 20% que tínhamos em 2025. Isso traz uma nova dinâmica: é preciso equilibrar o desejo de usar toda a energia disponível com o risco de ser atacado por um concorrente.
Circuitos como Mônaco e Hungria são mais adequados para essa nova abordagem, já que suas características, com zonas de frenagem acentuadas e traçados mais lentos, permitem que as baterias se recarreguem constantemente. Por outro lado, pistas rápidas como Albert Park, Suzuka, Silverstone e Spa perderam um pouco do seu desafio. Fernando Alonso, por exemplo, chegou a se referir a seções rápidas de Suzuka e Silverstone como “estações de carregamento” para os carros.
Hamilton comentou sobre essa mudança e expressou sua frustração: “Isso me incomoda profundamente”, disse ele, referindo-se ao desafio reduzido em circuitos clássicos como Suzuka e Spa. “Essas são as pistas que mais espero. Mônaco é um lugar incrível e uma pista maravilhosa para fazer voltas rápidas, independentemente do carro que você dirige. Mas, em termos de corrida, é a menos divertida, porque não há ultrapassagens. Para mim, o que importa é competir, não apenas qualificar.”
Ele enfatizou que o que realmente o entusiasma é a disputa na pista, a adrenalina de estar lado a lado com outros pilotos, tentando superá-los e se defendendo. “Isso é corrida para mim. Quando você chega em uma corrida e não pode fazer isso, não é tão gratificante.” Na prática, o que muitos fãs e pilotos já perceberam é que a essência do que faz uma corrida emocionante pode estar se perdendo.