Stefano Domenicali, o chefe da Fórmula 1, comentou sobre as críticas que os pilotos têm feito em relação às novas regras técnicas da categoria. Para ele, é seu “dever” garantir que as decisões tomadas sejam as melhores para o esporte. Com as novas unidades de potência, que agora utilizam 50% da energia total proveniente de baterias mais robustas, alguns pilotos, entre eles Max Verstappen, manifestaram descontentamento logo no início da temporada.
Verstappen, que já conquistou quatro campeonatos, chegou a descrever o novo estilo de pilotagem, que exige uma gestão energética elevada, como “anti-corrida” e comparou a situação à Fórmula E “com esteroides”. Outros pilotos também expressaram preocupação com a perda do desafio em curvas de alta velocidade, como as famosas Esses em Suzuka. Fernando Alonso, por exemplo, chegou a se referir a essas curvas como “estações de carga” para as baterias.
Durante a pausa de abril, houve conversas entre os pilotos, a Fórmula 1 e a FIA, onde foi traçado um plano para aumentar a porcentagem de potência proveniente do motor de combustão interna para 60% até 2028, reduzindo assim a dependência das baterias. Domenicali falou sobre a importância de ouvir as críticas, mas também deixou claro que a F1 não vai “tapar a boca de ninguém”. Para ele, a beleza do esporte está na diversidade de opiniões.
Ele ressaltou que, apesar das críticas, é preciso ter um direcionamento. “Existem pilotos que preferem certas coisas, mas é importante ser construtivo nesse aspecto”, comentou. Domenicali acredita que as mudanças foram impulsionadas por razões essenciais e que é mais produtivo discutir soluções em um ambiente reservado. Ele também mencionou que, muitas vezes, a negatividade pode desviar o foco do esporte para questões pessoais.
O chefe da F1 reafirmou seu compromisso com os fãs e enfatizou que, apesar das opiniões individuais, ele tem a responsabilidade de tomar decisões que favoreçam o crescimento do esporte. “Precisamos olhar para frente e garantir que o esporte se desenvolva da maneira certa”, concluiu.