Lance Stroll fala sobre seus planos após mudanças na F1

Lance Stroll compartilhou suas reflexões sobre como gostaria que os motores da Fórmula 1 se comportassem. Com as novas regras que entram em vigor em 2026, houve uma grande mudança na dinâmica de como a potência é gerada e utilizada. Anteriormente, o motor de combustão interna (ICE) era responsável por cerca de 80% da potência, mas agora esse número caiu para 50%. As baterias, por sua vez, foram aprimoradas para fornecer a outra metade da energia, mas os pilotos têm suas mãos atadas em relação a como utilizar essa potência.

Na prática, a energia não pode ser liberada à vontade. Em vez disso, tudo é controlado por computadores a bordo que aprendem com os dados dos circuitos. Isso significa que qualquer mudança repentina, como um sobrepeso ou um aumento inesperado na demanda de potência, pode afetar como essa energia é distribuída. Além disso, os pilotos precisam recarregar suas baterias constantemente, o que transformou as ultrapassagens em um verdadeiro jogo de vai-e-vem. Um carro ataca enquanto o outro tenta recarregar, e essa dinâmica pode ser frustrante.

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, sinalizou que, para o próximo ciclo de regras, que pode ocorrer em 2030 ou 2031, a F1 pode retornar aos motores V8. Stroll está esperançoso de que um motor “mais simples” possa resolver algumas das questões atuais. Ele destacou que as regras atuais resultaram em um estilo de corrida pouco satisfatório. “Estamos fazendo essa corrida de vai-e-vem, e é uma pena que tenhamos chegado a esse ponto”, disse ele em uma conversa com a imprensa.

Ele explicou que a gestão da bateria gera confusão e que, muitas vezes, a potência esperada não é entregue. “Quando ultrapassamos, precisamos recarregar por duas voltas, e isso não é o que considero uma corrida adequada”, comentou Stroll. Para ele, seria muito mais simples: se você acelera 50%, deve obter 50% da potência e, se acelera 100%, deve receber 100%. Essa clareza é algo que ele acredita que deveria ser a norma.

Stroll também comentou sobre a experiência de dirigir os carros atuais, que, segundo ele, não é tão divertida quanto antes. “Os carros perdem potência no final de uma reta e a aderência nas curvas diminuiu em comparação com anos anteriores, tudo isso por conta dessas novas regras”, ressaltou. Ele sente falta da emoção que a corrida proporcionava antes e acredita que é hora de repensar essas diretrizes para trazer de volta a diversão nas pistas.

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Diego Martins