A análise de desempenho do Grande Prêmio da Holanda, em Zandvoort, mostrou que as atualizações trazidas pela McLaren e pela Ferrari cumpriram seu papel. Porém, medir com precisão o ganho de desempenho de cada equipe continua sendo um desafio. Em um circuito técnico e sinuoso como Zandvoort, ficou claro que a diferença entre as duas equipes não se resumia apenas ao tempo de volta. Um detalhe interessante foi a escolha de pneus de Charles Leclerc para a corrida sprint. Enquanto seus concorrentes optaram pelos pneus médios, Leclerc decidiu usar os pneus macios. Essa escolha revelou uma divergência significativa na configuração dos carros, muito maior do que os tempos de volta quase idênticos poderiam sugerir.
A abordagem da McLaren certamente garantiu um bom desempenho em uma única volta. No entanto, quando se considerou a distância da corrida sprint, esse desempenho foi impactado por um desgaste relativamente alto dos pneus. Em contrapartida, a Ferrari de Leclerc se destacou. O piloto conseguiu ultrapassar Lando Norris nas etapas finais da corrida sprint, em grande parte devido à gestão eficaz dos pneus, resultado do bom equilíbrio do SF-26.
Enquanto isso, Lewis Hamilton expressou sua insatisfação após uma sessão de qualificação para a sprint que não atendeu às suas expectativas. No entanto, durante a corrida, o SF-26 provou que o comportamento dos pneus é uma das verdadeiras forças do carro, algo que pode ser determinante nas estratégias para a corrida de domingo.
Já Norris foi bem direto após a sprint, reconhecendo que a McLaren MCL40 não estava se comportando bem nas curvas lentas. Essa constatação é um tanto surpreendente, considerando que o carro tem o entre-eixos mais curto da grelha. As modificações feitas na asa traseira e na carroceria trouxeram um efeito positivo razoável na geração de downforce, essencial para o traçado exigente de Zandvoort. Contudo, esse aumento de carga parece ter sido aplicado de forma excessiva na parte traseira do carro, gerando um desequilíbrio que se manifestou principalmente nas seções apertadas e lentas, onde Norris sentiu a falta de aderência e agilidade.