A situação de Oscar Piastri na Fórmula 1 tem gerado bastante discussão. Andrea Stella, chefe da McLaren, acredita que os desafios enfrentados pelo piloto australiano não são de natureza psicológica, mas sim problemas técnicos. Após terminar em sexto lugar no GP da Holanda, Piastri se vê há um ano sem conquistar uma vitória em corridas, sendo que sua última foi no GP da Holanda de 2025. Ele até venceu uma corrida sprint no Catar no final da temporada passada, mas não conseguiu repetir esse desempenho em 2026.
Piastri teve um ano incrível em 2025, liderando o campeonato em 15 das 24 corridas. No entanto, no final da temporada, ele enfrentou dificuldades, especialmente durante uma sequência desafiadora de corridas nos Estados Unidos, Cidade do México e São Paulo, onde terminou em quinto lugar em todas. Essa dificuldade em adaptar seu estilo de pilotagem às condições de baixa aderência dos circuitos parece ser um dos fatores que impactam seu desempenho em 2026. Atualmente, ele ocupa a sétima posição no campeonato, com 104 pontos e um segundo lugar como melhor resultado no Japão.
Uma mudança significativa para este ano é que os carros perderam parte da downforce e foram projetados de maneira diferente. Essa nova geração de carros é menos estável na traseira e exige mais correções constantes no volante, algo que não combina com o estilo de pilotagem suave e fluido de Piastri, que funcionava bem com os carros de efeito de solo que ele dirigiu até o final de 2025.
Stella, ao comentar sobre as dificuldades de Piastri, enfatizou que a questão não é psicológica. Ele mencionou que, quando o carro apresenta baixa aderência, como já aconteceu em corridas passadas, Piastri precisa ajustar sua forma de pilotar e suas expectativas. Essa adaptação exige um esforço mental que pode custar algumas décimas de segundo. Segundo Stella, é fundamental que Piastri aprenda a alinhar seu estilo natural de pilotagem com as demandas do carro.
Durante o GP da Holanda, Piastri mostrou que pode ter um bom desempenho, mas duas situações prejudicaram sua corrida. Primeiro, houve um pit stop lento que o fez perder uma posição para George Russell. Depois, os pneus duros não funcionaram conforme esperado, mantendo-se em condições de aderência muito baixa. Esses fatores, segundo Stella, são responsabilidades da equipe e precisam ser trabalhados.
Além disso, o ambiente atual da Fórmula 1 é extremamente competitivo. Existem pelo menos três equipes que estão a apenas uma décima de segundo de distância no desempenho, o que significa que qualquer erro na otimização pode resultar em perdas significativas de posição. Portanto, é crucial que a equipe continue a trabalhar junto com Piastri para explorar todas as oportunidades e melhorar seu desempenho ao longo da temporada. Stella se mostrou otimista em relação aos progressos feitos e acredita que mais melhorias estão por vir.