Lewis Hamilton está sempre buscando melhorias, e suas palavras sobre a Ferrari antes do Grande Prêmio da Holanda foram bem claras. Ele elogiou o clima dentro da Scuderia e destacou os avanços que a equipe fez sob as novas regulamentações. Para ele, a expectativa era de que a Ferrari continuasse a evoluir no restante da temporada.
Hamilton falou sobre o orgulho que sente pelos progressos realizados até agora. Ele reconheceu que, apesar dos desafios enfrentados por todas as equipes, ainda há muito a melhorar. “Precisamos continuar avançando com nosso carro”, disse ele, reforçando que todos estão aprendendo e se adaptando às novas regras. O clima na equipe parecia positivo, e Hamilton ressaltou a confiança do grupo, o que é sempre bom de ver.
Entretanto, ele também deixou um aviso sutil, quase como um lembrete: a Ferrari precisava executar melhor suas estratégias na segunda metade da temporada. E essa preocupação se tornaria bastante relevante em Zandvoort.
### O Desempenho da Ferrari em Zandvoort
A Ferrari chegou ao Grande Prêmio da Holanda com um pacote de atualizações significativo, que incluía um novo assoalho, um difusor reformulado e uma asa traseira revisada. No entanto, durante a classificação, os pilotos enfrentaram dificuldades e não conseguiram extrair o melhor desempenho do carro. Hamilton ficou em quinto lugar e Leclerc em sexto, ambos mais de três décimos atrás do pole.
Mas a corrida teve um cenário diferente. O desempenho da Ferrari em ritmo de corrida foi forte, e o chefe da equipe, Fred Vasseur, destacou que estava até melhor que o da Mercedes, embora Kimi Antonelli e George Russell terminassem à frente de ambos os pilotos da Ferrari. Hamilton cruzou a linha de chegada em quarto lugar, com Leclerc logo atrás, em quinto. O problema era que, embora a velocidade estivesse lá, a execução das estratégias não foi a esperada.
Hamilton expressou sua frustração durante a corrida, especialmente ao ficar preso atrás de Leclerc, que estava em uma estratégia diferente. Ele pediu várias vezes à equipe para agir, dizendo que estava mais rápido que seu companheiro de equipe. Com o passar do tempo, a impaciência dele ficou evidente, e, quando mantido na pista com pneus desgastados, ele questionou abertamente se estava sendo usado como “cobaia”.
### Falta de Decisão
O que realmente irritou Hamilton foi a falta de decisões rápidas por parte da Ferrari. Enquanto a Mercedes fazia chamadas estratégicas de forma ágil, a Ferrari hesitou. Vasseur explicou mais tarde que a equipe decidiu não compartilhar informações estratégicas pelo rádio para não dar pistas aos rivais, mas isso deixou Hamilton sem orientações claras em momentos críticos da corrida.
Após a bandeirada, ele foi direto ao ponto ao dizer que o tempo perdido atrás de Leclerc custou a ele um pódio. Em uma reflexão posterior, ele reconheceu a intensidade de suas reações pelo rádio, admitindo que a frustração havia falado mais alto, mas reafirmou seu compromisso com o projeto da Ferrari. “Eu escutei algumas das minhas mensagens pelo rádio. No calor do momento, a frustração pode aparecer, especialmente quando você se importa tanto. Mas essa não foi a melhor versão de mim. Eu assumo a responsabilidade por isso e vou melhorar.”
### Reconhecimento dos Erros
Vasseur também foi honesto sobre o que deu errado. Ele apontou erros específicos, como a má segunda largada de Leclerc, uma parada nos boxes lenta e uma comunicação falha com Hamilton. Reconheceu que, com o ritmo apresentado, a equipe poderia ter alcançado um resultado muito melhor. Essa avaliação não é nova; no Grande Prêmio da Hungria, antes da pausa de verão da F1, ele já havia dito que a execução da Ferrari era “muito pobre”. Hamilton pedia por melhorias, e, por enquanto, a Ferrari ainda busca a solução.