Chefes de equipes da F1 afirmam que reabastecimento não melhora espetáculo

Recentemente, o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, levantou a ideia de reintroduzir o abastecimento de combustível na Fórmula 1. A proposta visa permitir que os carros tenham um peso mais baixo, mas nem todos estão convencidos de que isso traria melhorias nas corridas.

Peter Bayer, chefe da equipe Racing Bulls e ex-secretário geral da FIA, comentou que a ideia já foi analisada e não apresentou resultados positivos. Ele recordou que, durante seu tempo na FIA, trabalhou em um grupo focado em como tornar os eventos mais emocionantes. “Uma das sugestões era o reabastecimento. Analisamos muitos dados e imagens históricas e, além de algumas cenas impactantes, ficou claro que isso não trouxe vantagens ao esporte. A maioria das ultrapassagens acontecia nas paradas nos boxes, o que não é o ideal”, explicou.

Além disso, Ayao Komatsu, chefe da equipe Haas, também expressou suas reservas. Ele disse que, como espectador, achava a dinâmica da corrida confusa com o reabastecimento. “A corrida se tornava difícil de entender. Eu prefiro que o carro de qualificação seja o mais leve possível, para que o piloto busque o máximo de desempenho. No geral, não sou fã do reabastecimento, e isso traz complicações em termos de peso e custos”, disse.

James Vowles, da Williams e ex-chefe da estratégia da Mercedes, também se posicionou contra a ideia. Para ele, o reabastecimento tiraria um pouco do mistério das paradas nos boxes. “Seria fácil prever quando os carros parariam. Agora, todos já sabem que os pilotos vão até o fim do combustível para obter o melhor desempenho. Isso tira um pouco da emoção”, comentou.

Apesar de rejeitar o reabastecimento, Vowles acredita na importância de reduzir o peso dos carros. “Apoio totalmente essa ideia, mas voltar ao reabastecimento não me parece a solução certa”, afirmou, com um toque pessoal: “Além disso, é bem quente usar um macacão na parede dos pits, então prefiro evitar isso novamente!”

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Diego Martins