Rodada do MotoGP no Catar pode ser cancelada, segundo relatório

A corrida do Grande Prêmio do Catar da MotoGP, que já havia sido remarcada, deve ser oficialmente cancelada. E, pelo que tudo indica, não haverá uma corrida substituta para compensar essa ausência. Inicialmente, a prova estava marcada para abril, mas foi adiada para novembro devido ao conflito entre Irã e Estados Unidos. Isso porque a base aérea americana em Al Udeid, que fica a apenas 40 quilômetros do circuito, sofreu ataques de mísseis iranianos logo no início da crise.

Com essa mudança, o calendário da temporada precisou ser ajustado, o que resultou em um atraso das duas últimas corridas em Portugal e Valencia para a semana seguinte, para acomodar a nova data do Catar. Embora houvesse rumores de que uma corrida substituta poderia ser adicionada, com a prova de Sepang na Malásia como uma das opções, essa ideia parece ter sido abandonada. Assim, a MotoGP deve enfrentar a perda de uma das suas 22 corridas, ao invés de encontrar uma alternativa.

Além disso, a incerteza na região está atrasando o anúncio do calendário da MotoGP para 2027. Durante o Grande Prêmio de Aragão, Carlos Ezpeleta, vice-CEO da MotoGP, comentou que é impossível finalizar as datas do próximo ano até que a situação no Oriente Médio se torne mais clara. Ele disse: “O calendário de 2027 está quase definido. Estamos aguardando a evolução da situação no Oriente Médio, pois isso também influenciará o calendário do próximo ano. Provavelmente, estaremos a algumas semanas de poder anunciar.”

Em relação à Fórmula 1, a situação é igualmente nebulosa. No último Grande Prêmio da Holanda, Stefano Domenicali, CEO da F1, confirmou que a intenção é concluir a temporada conforme o planejado, com as corridas do Catar e Abu Dhabi ainda no calendário. Porém, isso não significa que essas provas estejam garantidas, e uma decisão formal sobre o status dessas corridas ainda não foi tomada.

Vale lembrar que tanto a F1 quanto a MotoGP são propriedade da Liberty Media, o que traz uma dinâmica interessante sobre como as duas categorias lidam com esse cenário geopolítico instável.

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Diego Martins