Bearman alerta sobre futuro incerto e Red Bull estabelece prazo

A semana do Grande Prêmio da Itália começou agitada na Fórmula 1. Oliver Bearman vive um momento delicado em relação ao seu futuro na Haas e sua conexão com a Ferrari. Enquanto isso, a Red Bull se prepara para decidir se Isack Hadjar poderá voltar a pilotar em Monza ou se Liam Lawson vai continuar substituindo o francês.

Falando sobre Bearman, ele tem um contrato com a Haas até o fim de 2026, mas sua ligação com a Academia da Ferrari deve se encerrar em 2027. Sem um espaço garantido em Maranello, onde Charles Leclerc e Lewis Hamilton já estão ocupando as vagas, o britânico pode ter que tomar decisões importantes sobre sua carreira em breve. A Haas também está avaliando outros pilotos, como Rafael Câmara, Leonardo Fornaroli e Ryo Hirakawa, e o brasileiro é uma das opções que a equipe está considerando.

Na Red Bull, a situação de Hadjar deve ser esclarecida até quarta-feira. Ele perdeu o GP da Holanda devido a uma fratura no pulso, o que abriu espaço para Lawson voltar à equipe principal, onde fez uma boa corrida e terminou em sétimo. Lawson comentou que o carro de 2026 é muito mais fácil de lidar do que o modelo que pilotou no começo de 2025, o que certamente traz um alívio para a equipe.

Max Verstappen, por sua vez, tem chamado a atenção não apenas por suas habilidades, mas também pelo seu momento atual. Mesmo com um contrato renovado com a Red Bull até 2030, o tetracampeão está há 12 finais de semana sem vencer, sendo sua última vitória no GP de Abu Dhabi em 2025. A Red Bull, que já foi uma potência, agora aparece como a quarta força do campeonato, o que surpreende muitos, especialmente considerando que seu motor Red Bull-Ford é visto como um dos melhores avaliados pela FIA.

Na disputa pelo título, Guenther Steiner, ex-chefe da Haas, acredita que a reação de Lando Norris aconteceu um pouco tarde. Norris venceu as corridas na Hungria e na Holanda, mas ainda está 83 pontos atrás do líder, Kimi Antonelli. Para Steiner, a diferença de pontos e a habilidade da Mercedes em gerenciar seus pilotos tornam difícil uma recuperação do atual campeão.

Enquanto isso, a Ferrari se prepara para um fim de semana especial em sua corrida em casa. O SF-26 terá um visual que homenageia o F310 de 1996, marcando os 30 anos da primeira temporada de Michael Schumacher na equipe. Hamilton e Leclerc também vão usar macacões e kits especiais, com sete estrelas que representam os títulos conquistados pelo alemão.

Por outro lado, a Honda confirmou que a dirigibilidade de sua nova unidade de potência será uma prioridade em Monza, especialmente após as críticas feitas por Fernando Alonso. E, fora das pistas, Ímola ainda é considerada uma alternativa caso surjam problemas no Oriente Médio que impeçam a realização das etapas finais da temporada na região.

A Fórmula 1 retorna às pistas entre 4 e 6 de setembro para o GP da Itália, a 13ª etapa da temporada de 2026, no icônico circuito de Monza.

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Diego Martins