Lando Norris faz dura crítica à Mercedes após derrota em Monza

Lando Norris ficou surpreso ao ver a velocidade dos pilotos da Mercedes, Kimi Antonelli e George Russell, durante o Grande Prêmio da Itália no último domingo. Norris chegou à corrida em Monza cheio de esperanças de manter seu título na Fórmula 1, especialmente após conquistar vitórias consecutivas na Hungria e na Holanda. No entanto, apesar de ter o mesmo motor da Mercedes que seus rivais, a McLaren não conseguiu acompanhar o ritmo na famosa pista conhecida como “Templo da Velocidade”.

No final da corrida, Norris e seu companheiro de equipe, Oscar Piastri, cruzaram a linha de chegada em quarto e quinto lugares, 19 segundos atrás de Antonelli, que fez história ao se tornar o primeiro italiano a vencer em Monza em 60 anos. George Russell garantiu a primeira dobradinha da Mercedes na temporada, enquanto Max Verstappen também subiu ao pódio pela Red Bull.

“Vimos em corridas anteriores que a Red Bull pode ser muito rápida nesses tipos de circuitos, com boas velocidades de ponta, e isso se confirmou novamente”, comentou Norris. “Eles foram melhores que nós. É claro que a Mercedes ainda está em um nível à parte em comparação com a gente. Nos últimos corridas, vencemos com margens maiores, e eles ainda estavam lutando por bons pontos nessas situações. Nós não estávamos nem perto de brigar por um lugar no pódio.”

A frustração estava evidente. Norris reconheceu que a equipe tinha muito trabalho pela frente. “Nós sabíamos quais eram nossas expectativas e que ainda tínhamos que melhorar. Então, não é uma surpresa. Precisamos trabalhar nas curvas de baixa e média velocidade, na estabilidade do carro, que não está boa o suficiente, e na velocidade em linha reta. Se conseguirmos resolver isso, muitas coisas vão se acertar.”

Desde o início da qualificação, ficou claro que a McLaren não estaria na disputa pelo pódio, e durante a corrida, Norris e Piastri não conseguiram se envolver na briga com os líderes. Norris se viu lutando com Pierre Gasly, que surpreendeu ao conquistar a pole position com sua Alpine. “O que definiu minha corrida foi cada vez que eu perdia tempo para os caras à frente e não tinha um vácuo. Quando estava lutando com o Pierre, perdíamos dois segundos, e eu ficava para trás”, explicou Norris.

Ele continuou: “Eu estava alcançando eles lentamente, mas assim que entrávamos em ar limpo, nossa velocidade era simplesmente horrível. Precisávamos que alguém nos puxasse para podermos competir. Estávamos em um nível mais equilibrado quando estávamos próximos, mas era uma situação difícil. Às vezes, é preciso ter um pouco de paciência. Para mim, isso funcionou nas últimas duas voltas, então acho que P4 foi o melhor que poderíamos alcançar. P4 e P5 foram resultados bons para a equipe.”

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Diego Martins