Red Bull reformula carro de Max Verstappen para temporada

Na sexta-feira, o diretor técnico da Red Bull, Pierre Wache, comentou sobre as mudanças significativas que a equipe fez no carro de Max Verstappen durante os treinos no novo circuito de Madrid. Foi a primeira vez que as equipes da Fórmula 1 enfrentaram essa pista, e o dia contou com duas sessões de treinos. A Red Bull chegou animada para aproveitar essa oportunidade, já que não havia dados históricos para guiar as escolhas de configuração do carro.

No entanto, quem se destacou na frente foram a Mercedes e a Ferrari. Verstappen terminou a segunda sessão, a FP2, em sexto lugar, com quatro décimos a menos do que a melhor volta do dia. Wache falou sobre os desafios que a equipe enfrentou ao realizar grandes alterações no carro de Verstappen ao longo do dia e revelou que mais mudanças estão previstas para o treino final de sábado.

“Fizemos muitas mudanças entre a FP1 e a FP2”, explicou Wache. “Acredito que vamos continuar explorando novas possibilidades e faremos mais alterações para a FP3.” Essa é uma fase crucial, pois a Red Bull sabe que ainda tem muito trabalho pela frente antes da classificação em Madrid.

Verstappen destacou que a degradação dos pneus e o ritmo em longas distâncias são as principais áreas que a Red Bull precisa melhorar durante a noite, enquanto se prepara para definir a configuração do carro para a classificação e a corrida. Wache garantiu que não há motivo para pânico na equipe após o primeiro dia de treinos, já que houve progresso do carro entre a FP1 e a FP2.

“É melhor não estarmos felizes na sexta-feira, pois ainda há muito trabalho a fazer na configuração do carro”, afirmou Wache. “A aderência mecânica e a condução estão mais desafiadoras do que pensávamos; a pista não é tão suave. Também precisamos melhorar na entrega de energia. A degradação dos pneus foi maior do que esperávamos. Mas, na FP2, conseguimos um desempenho um pouco melhor que na FP1, e precisamos continuar nessa direção.”

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Diego Martins