Max Verstappen discute com a FIA mudanças no Madring

Max Verstappen compartilhou suas preocupações sobre a segurança e a longa área de boxes do novo circuito de Fórmula 1, o Madring, com a FIA. Ele não escondeu que ainda não está convencido com esse novo traçado. Para ele, o que mais incomoda são as várias zonas de frenagem em uma sequência de curvas apertadas, que, segundo ele, dificultam as ultrapassagens e as tentativas de ataque.

Em uma conversa com a imprensa holandesa, Verstappen foi questionado sobre o que mudaria no layout da pista antes do Grande Prêmio da Espanha. Sem pensar duas vezes, ele respondeu: “Quase todas as zonas de frenagem.” Ele até se ofereceu para ajudar, mas ressaltou que não foi consultado sobre melhorias. “Se você me der o layout da pista, eu cuido disso. Mas não somos chamados para ajudar.”

Ele mencionou a experiência em Jeddah, durante o GP da Arábia Saudita, onde conseguiram fazer algumas mudanças, mas reforçou que essas alterações precisam ser feitas antes da construção do circuito. O piloto de 28 anos mostrou-se disposto a compartilhar suas ideias quando solicitado. “Você sempre pode perguntar, certo? Eu às vezes converso com alguém sobre algumas opiniões e circuitos. Um piloto sabe muito bem o que é necessário ou como deve ser uma boa curva.”

Ele fez uma comparação com o circuito de Austin, que considera um bom exemplo. “Lá, você consegue correr bem. Algumas curvas são largas e dá para tentar uma manobra. Nem sempre funciona, mas ao sair da curva, você pode brigar de novo.”

Além das questões de segurança, Verstappen também mencionou a longa área de boxes, que ele considera um ponto negativo. “Nós conversamos sobre isso, e a FIA está ciente. Não é prático e não foi pensado de forma lógica.” O piloto demonstrou que, apesar de não ser fã de circuitos de rua, reconhece que alguns são piores do que o novo traçado.

No fundo, Max quer um esporte mais competitivo e seguro, e suas sugestões podem ajudar a moldar um futuro melhor para a Fórmula 1.

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Diego Martins