Nico Rosberg saiu em defesa de Isack Hadjar, que tem enfrentado críticas por sua ausência prolongada devido a uma lesão no pulso durante a pausa de verão da Fórmula 1. O piloto da Red Bull se machucou enquanto treinava boxe e acabou fraturando o pulso ao bater em um saco de pancadas na academia. Essa lesão o forçou a perder as últimas três corridas: na Holanda, Itália e mais recentemente, no Grande Prêmio da Espanha, onde Liam Lawson assumiu seu lugar.
Durante o final de semana em Madri, Rosberg comentou sobre a situação de Hadjar no programa da Sky Sports F1 e fez uma comparação com o acidente de bicicleta que Lance Stroll sofreu no início de 2023. Ele explicou que dirigir com uma lesão no pulso é realmente complicado. “É horrível”, afirmou Rosberg. Ele lembrou que, devido às forças G e à intensidade das corridas, o piloto precisa ter controle total do carro. Quando se freia, o corpo tende a avançar com a força e é preciso pressionar o volante para evitar ser jogado para frente. Com um pulso quebrado, essa pressão se torna impossível e pode causar dor intensa.
Falando do acidente de Stroll, ele também lembrou que o piloto quebrou ambos os pulsos e teve outras lesões após um acidente durante um treino de ciclismo na Espanha, em fevereiro de 2023. Mesmo assim, ele competiu no Grande Prêmio do Bahrein duas semanas depois e terminou em sexto lugar.
Laurent Mekies, chefe da equipe Red Bull, tranquilizou os fãs e deixou claro que não há motivo para preocupação em relação à recuperação de Hadjar, afirmando que o tempo de recuperação está dentro do esperado para esse tipo de lesão. “Não há nada errado com a recuperação do Isack”, disse Mekies. Ele mencionou que em uma semana irão avaliar a situação dele em um simulador, para testar como ele se sente em relação à lesão. Se Hadjar estiver perto dos 100%, ele poderá voltar; caso contrário, prioritariamente a recuperação continua.
Lawson, que tem pilotado no lugar de Hadjar, comentou sobre a incerteza em relação ao seu futuro em Baku. Ele admitiu que a dúvida sobre qual carro irá dirigir está sendo um desafio psicológico. “É possível que a decisão sobre qual carro eu vou pilotar em Baku não seja tomada até quarta ou quinta-feira”, explicou. Ele reconheceu que quanto mais tempo passa dirigindo um carro, mais confortável se sente, e a ideia de voltar a outro carro pode ser difícil.