Especialista confirma: Max Verstappen estava certo sobre motor

Max Verstappen deixou claro desde o início que não é fã da atual unidade de potência da Fórmula 1. E ele não está sozinho nessa. O piloto da Red Bull encontrou apoio nas críticas que faz, especialmente na opinião de Mario Illien, um renomado especialista em motores e cofundador da Ilmor, que tem uma longa trajetória na F1, sendo responsável por várias unidades de potência da Mercedes. Illien concorda com o quatro vezes campeão que o equilíbrio entre combustão e energia elétrica nos carros de Fórmula 1 de hoje está desequilibrado.

Em uma entrevista exclusiva, Illien expressou sua visão de maneira direta: “Acho que há energia elétrica demais nos carros. O conceito híbrido é interessante, mas não nessa proporção. Correr com tanta potência elétrica não deveria ser um fardo. Além disso, é muito complexo e caro, e não empolga mais os fãs.” Ele também destacou que a experiência para o público, assistindo às corridas na TV, não é tão emocionante. “Não é legal ver os carros tendo que reduzir a velocidade no meio da reta. O papel do piloto acaba ficando em segundo plano, e agora o software e como você o utiliza se tornam mais importantes do que a própria corrida.”

Verstappen, por sua vez, tem sido um crítico feroz da era das unidades de potência atuais. Durante os testes de pré-temporada em Bahrein, ele fez uma comparação bem contundente: “Como piloto, a sensação não é muito de Fórmula 1. É mais como se fosse uma Fórmula E turbinada.” Ele explicou que, como um piloto que adora acelerar, não está conseguindo fazer isso devido às exigências de gestão de energia. “Muita coisa está em jogo, e o que fazemos como pilotos tem um grande impacto na energia. Para mim, isso não é Fórmula 1. Talvez fosse melhor ir correr na Fórmula E, onde tudo gira em torno da eficiência energética.”

Quando a reportagem mencionou que os comentários de Illien ecoam as palavras de Verstappen, o especialista suíço concordou sem hesitar. “Sim, eu já tinha essa opinião antes de tudo começar. Era claro para mim desde o início que seria assim.”

A FIA está trabalhando para mudar a proporção entre o motor de combustão interna e a potência elétrica de 52/48 para 58/42 na próxima temporada e 60/40 em 2028. Illien vê essa mudança como algo positivo, mas não a considera uma solução definitiva. Quando questionado se isso seria suficiente, ele respondeu: “Vai melhorar um pouco, isso é certo. Mas não vai resolver o problema.” Para Illien, o ideal seria voltar ao equilíbrio que existia até o ano passado. “Acho que aquela proporção funcionava bem; ninguém realmente criticava na época, porque era uma abordagem sensata. Recuperar energia cinética é bom, até para carros comuns. Mas esse tipo de corrida, eu sinto falta.”

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Diego Martins