5 informações essenciais sobre Sepang

A Fórmula 1 está de volta ao Circuito Internacional de Sepang para a corrida de número 16 da temporada. Embora o evento mantenha a marca do Grande Prêmio do Bahrein, a Malásia assumiu o papel de anfitriã substituta. A pista, que entrou no calendário da F1 em 1999, não recebe a categoria desde 2017, mas sua história, traçado e clima continuam super atuais. Vamos explorar cinco pontos interessantes sobre o que esperar desse final de semana.

1. O laboratório de Tilke

Sepang foi o primeiro circuito de Fórmula 1 projetado do zero por Hermann Tilke, que já havia remodelado o A1 Ring na Áustria, agora conhecido como Red Bull Ring. O projeto de 1999 serviu como modelo para várias pistas modernas, incluindo as do Bahrein, Xangai, Istambul e até a de Baku. Nas pistas de Tilke, é comum ver longas retas que levam a curvas fechadas, tudo pensado para facilitar as ultrapassagens. Sepang foi onde essa filosofia começou a ganhar forma em um Grande Prêmio, e o que se viu em Xangai e Baku também tem raízes na Malásia.

2. Veteranos de Sepang

Este final de semana, dez dos 22 pilotos já correram em Sepang antes. Isso mostra como a pista é lembrada, apesar de ter ficado fora do calendário por tanto tempo. Max Verstappen, por exemplo, venceu o Grande Prêmio da Malásia na última vez que a F1 esteve por lá, em 2017, conquistando sua segunda vitória na carreira. Entre os que voltam a competir, temos Lewis Hamilton, que lembra de sua decepção em 2016, e Fernando Alonso, além de outros nomes como Valtteri Bottas e Carlos Sainz, todos com experiências anteriores em Sepang.

3. O clima imprevisível

A volta de Sepang acontece em um período do ano bastante instável. Final de setembro e início de outubro são marcados pela transição da monção na Malásia, onde as temperaturas frequentemente ultrapassam os 30 graus Celsius e a umidade fica acima dos 70%. É comum que tempestades violentas cheguem de surpresa. Em 2009, a corrida teve que ser interrompida devido a chuvas torrenciais, e em 2012, o clima também foi um fator que pausou o evento. As equipes precisam estar atentas, pois uma chuva repentina pode transformar uma estratégia simples em um desafio complicado em poucos minutos. Além disso, o calor e a umidade exigem que os pilotos e suas equipes fiquem de olho na gestão dos pneus desde o início.

4. Um circuito que premia a ousadia

O traçado de Sepang é conhecido por ser amigável para os pilotos, oferecendo boas oportunidades de ultrapassagem. A pista é larga e tem duas longas retas que levam a uma curva fechada, criando um ponto de frenagem intensa que costuma resultar em muitas manobras emocionantes. O perfil das curvas é variado, com sequências rápidas e outras mais técnicas. Essa combinação, somada ao asfalto abrasivo e ao calor tropical, faz de Sepang um desafio para os pneus. Muitos consideram essa pista uma das melhores criações de Tilke, mesmo depois de ter saído do calendário em 2017.

5. Uma história repleta de drama

O Grande Prêmio da Malásia aconteceu de 1999 a 2017 e, ao longo dos anos, Sepang foi palco de diversas situações caóticas. Na corrida inaugural, Eddie Irvine venceu, mas a Ferrari foi desclassificada depois que suas bargeboards foram consideradas ilegais, um incidente que acabou sendo revertido, devolvendo a vitória a Irvine. Em 2001, uma chuva tropical causou uma verdadeira loteria, levando os pilotos a aquaplanar e resultando em uma recuperação impressionante da Ferrari. A corrida de 2009 ficou famosa pela interrupção devido a chuvas intensas, enquanto em 2013, uma controvérsia de ordens de equipe entre Vettel e Webber marcou a história da pista. E, sem dúvida, 2016 foi um ano memorável, com Hamilton perdendo uma vitória certa devido a uma falha no motor, o que acabou mudando o rumo do campeonato.

Esses momentos mostram como Sepang sempre trouxe emoção e surpresas para os fãs da Fórmula 1. Vamos acompanhar como será essa volta ao circuito!

Sobre o Autor

Diego Martins