Fernando Alonso compartilhou um pouco sobre a decisão que tomou a respeito do seu futuro na Fórmula 1, revelando que foi uma escolha bem difícil. O piloto, que já conquistou dois títulos mundiais, anunciou que ficará na Aston Martin até a temporada de 2027, o que marcará seu 24º ano nas corridas de grande prêmio. Até lá, ele pode chegar a 472 largadas, o que representa cerca de 39,46% de todas as corridas já realizadas na história da Fórmula 1. Além disso, ele se tornará o primeiro piloto de 46 anos a competir desde Maurice Trintignant, que participou do GP da França em 1964.
No entanto, a decisão de Alonso de continuar na F1 não foi tão simples. Ele teve que lidar com a frustração em relação à atual geração de carros, que, segundo ele, não oferecem o mesmo desafio de antes. Em suas palavras, parece que qualquer um, até mesmo o “chef” ou o assessor de imprensa da Aston Martin, poderia dirigir esses novos carros. Ele mencionou que as curvas rápidas se transformaram em meras “estações de carregamento” para o que chamou de “campeonato das baterias”. Essas questões pesaram bastante na hora de decidir se continuaria na categoria.
Alonso explicou que, para ele, essa foi a parte mais desafiadora da sua escolha. Em entrevista à BBC Sport, ele comentou: “Este ano teve algumas corridas boas e outras ruins. Nos circuitos mais curtos, onde você usa a bateria até o ponto de frenagem, isso muda a forma como você percebe a direção.” Ele citou pistas como Silverstone, Spa e Suzuka, que não proporcionaram boas experiências devido à forma como a energia da bateria é gerenciada.
Ele sugere que talvez no próximo ano as equipes possam ajustar a potência da bateria para que os carros tenham um desempenho mais natural. “Alcançar a velocidade máxima no meio da reta vai contra o instinto do piloto de frear mais tarde e acelerar mais cedo. Parece que, se você quer dirigir esses carros rápido, acaba indo mais devagar, e isso não é o ideal.”
Alonso, que já participou de quase 40% de todas as corridas da Fórmula 1 e possui 32 vitórias e 106 pódios, sente que tem uma responsabilidade em ajudar o esporte a encontrar um caminho melhor. Ele acredita que é importante que a Fórmula 1 continue buscando ideias e conversando com pilotos e equipes sobre como melhorar as coisas, especialmente para as próximas regulamentações. Isso lhe dá esperança de que, no próximo ano, ele possa aproveitar mais a experiência de dirigir do que conseguiu neste.