A corrida no GP do Bahrein promete ser cheia de desafios, especialmente por conta da alta degradação dos pneus. Os pilotos e equipes estão bem cientes de que esse fator pode fazer toda a diferença neste final de semana. A Fórmula 1 está de volta a Sepang, na Malásia, depois de nove anos, para a corrida que havia sido cancelada em Sakhir. Com isso, a falta de dados sobre o circuito e o asfalto abrasivo se tornam obstáculos importantes para os competidores.
O vice-chefe da equipe Mercedes, Bradley Lord, comentou que os pneus estão enfrentando um calor intenso. Isso faz com que superaqueçam tanto na superfície quanto internamente. “Quem conseguir lidar melhor com esse desafio levará vantagem”, destacou. A previsão é de que a estratégia principal inclua duas paradas nos boxes, mas não seria surpresa se algumas equipes optassem por três, como já ocorreu em corridas passadas no circuito.
Os pilotos também estarão sob pressão na hora da classificação, que será decidida em uma única volta rápida. Isso significa que acertar essa volta será crucial. Quem conseguir gerenciar melhor a degradação dos pneus e manter um bom ritmo no final de cada stint pode ter um desempenho destacado na corrida.
Fred Vasseur, chefe da Ferrari, também enfatizou a importância da degradação. Segundo ele, a corrida será muito diferente de eventos anteriores, como em Madri ou Monza, onde a degradação dos pneus era baixa. “Aqui, é muito elevada. O ritmo vai depender disso”, disse Vasseur, ressaltando que a equipe precisa focar nessa questão.
O piloto Charles Leclerc fez eco às preocupações sobre a degradação. Ele acredita que os pneus não vão durar muito e que, apesar da aderência do carro melhorar ao longo do fim de semana, o desafio permanecerá. “Estamos acostumados a ter um bom carro de corrida, então espero que isso se mantenha”, comentou.
Por outro lado, Alex Albon descreveu o asfalto como “extremamente agressivo”, enquanto Ollie Bearman acrescentou que é “incrivelmente difícil” pilotar por lá. Sergio Pérez, que já tem experiência em Sepang, falou sobre a degradação, mencionando que parece que a Pirelli “fez o asfalto”. Ele também compartilhou que a Cadillac testou um ajuste radical para combater a degradação, mas acabou encontrando o caminho oposto.
Arvid Lindblad trouxe um toque de humor ao notar a ironia do nome da etapa em Kuala Lumpur. “É engraçado chamarem de Grande Prêmio do Bahrein, porque a forma de pilotar aqui é muito parecida, é quase como se fosse o mesmo asfalto”, comentou.
Diante de tantas variáveis, o que se pode esperar é um final de semana emocionante, em que a habilidade em administrar os pneus pode ser a chave para a vitória.