Os times estão enfrentando um dilema interessante sobre a estratégia para o Grande Prêmio do Bahrein no Circuito Internacional de Sepang. Com o asfalto áspero da pista, tanto as abordagens de duas paradas quanto de três paradas estão sendo consideradas viáveis. Para a corrida, a Pirelli trouxe diferentes compostos de pneus: o C2 como o duro, o C3 como o médio e o C4 como o macio.
Sepang promete temperaturas elevadas, que podem ultrapassar 50°C, o que significa que o desgaste dos pneus será intenso, afetando todos os cantos do carro. A opção mais simples para duas paradas envolve começar com o C3, seguido por dois stints de C2. Essa estratégia permite uma janela de pit stop mais ampla e uma melhor resistência térmica no início, quando o carro está com o tanque cheio. Isso ajuda a minimizar o risco de uma queda de desempenho precoce, algo que tem afetado os carros que usam pneus macios em condições tão quentes.
Uma abordagem mais ousada para as duas paradas seria começar com pneus macios, que oferecem uma aderência inicial mais forte e uma vantagem na posição de pista, mas isso traz o perigo de um desgaste mais rápido. Depois, o plano seria trocar para os pneus duros para os dois stints seguintes.
Verstappen enfrenta um desafio específico, já que ele só tem um conjunto utilizável de pneus duros restantes, assim como Charles Leclerc, da Ferrari. Essa limitação pode forçar Verstappen a terminar a corrida com pneus macios, em vez de completar um segundo stint com pneus duros. Para a Red Bull, isso representa um problema estratégico, principalmente considerando a posição de Verstappen no grid.
Outra estratégia que algumas equipes estão considerando é a de três paradas: começando com macios, passando para duros, depois duros novamente e finalizando com médios. Embora a perda de tempo na entrada e saída dos boxes em Sepang seja estimada entre 22,5 e 23,7 segundos, um pit stop extra pode valer a pena se o desgaste dos pneus for maior do que o tempo perdido, permitindo que o piloto recupere a vantagem com pneus mais frescos.
Historicamente, a probabilidade de um Safety Car em Sepang é de cerca de 20%. Por isso, muitos times estão tomando decisões com base na velocidade bruta e no desgaste dos pneus, em vez de contar com uma neutralização que poderia mudar o jogo.