Isack Hadjar não ficou nada satisfeito com seu desempenho no GP do Bahrein de Fórmula 1, realizado na Malásia. Apesar da histórica vitória de Max Verstappen, o jovem piloto da Red Bull Racing sentiu que a corrida foi um verdadeiro “desastre pessoal”. Ele terminou em quinto lugar, uma posição distante do que esperava.
No início da corrida, Hadjar estava em quarto. Ele conseguiu ultrapassar Liam Lawson e, com o abandono de George Russell, chegou a ficar em terceiro. Durante o período do Safety Car, ele estava bem posicionado, atrás apenas de Verstappen e dos dois pilotos da Mercedes. Mas, na relargada, Lewis Hamilton o ultrapassou e logo depois Charles Leclerc também conseguiu passar por ele.
Um detalhe que costuma passar despercebido é que, nas três últimas voltas da corrida, Hadjar enfrentou uma queda repentina na bateria do seu carro. Isso o deixou em uma situação complicada, vulnerável aos ataques dos pilotos da Ferrari e sem conseguir manter a posição de pódio que parecia garantida até aquele momento. “Eu não tinha ritmo, algo estava errado. Talvez estivesse perdendo um segundo por volta em comparação com a Mercedes”, desabafou Hadjar para a imprensa.
Ele explicou que a Red Bull havia mostrado um bom desempenho durante todo o final de semana, mas perdeu força na corrida. “O carro estava horrível para pilotar, e nas últimas voltas, não sei como acabamos sem bateria na reta, então não consegui me defender dos carros da Ferrari”, revelou. Para ele, o problema não estava na unidade de potência, mas sim no chassi. “Nas duas primeiras voltas da relargada, não sei por que fiquei tão abaixo em bateria. Depois, isso se estabilizou e voltei a ser rápido”, completou.
Hadjar também comentou que a falta de aderência já era perceptível antes da relargada. Ele acredita que, se não tivesse enfrentado a perda de bateria, poderia ter segurado o terceiro lugar. “Mesmo atrás do Safety Car, eu sentia que não tinha aderência”, ressaltou.
Embora tenha celebrado a primeira vitória histórica da equipe com sua própria unidade de potência, Hadjar deixou Sepang com um gosto amargo na boca. “Não é um bom dia para mim. Estou feliz pela equipe, mas é um desastre”, finalizou, mostrando que, mesmo em meio às conquistas, as frustrações também fazem parte do jogo.