Foi uma cena bem estranha e, definitivamente, não ajudou a imagem da Fórmula 1. Durante a volta de formação do Grande Prêmio do Bahrein, realizado na Malásia, o que se viu foi algo que Lewis Hamilton, sete vezes campeão da F1, chamou de “corrida de Lego”. Ele se referia a um episódio do ano passado em Miami, quando os pilotos se divertiram mais em carros de Lego em tamanho real do que em suas próprias máquinas de F1.
Na volta de formação em Sepang, a situação ficou complicada. Uma tempestade e uma chuva forte fizeram com que o safety car entrasse na pista, e muitos pilotos começaram a rodar devagar. Max Verstappen, que largou na pole, puxou essa lentidão, e Hamilton, que estava logo atrás, acabou parando na reta de chegada, precisando de uma “reinicialização” para conseguir mover seu carro novamente.
O incidente causou um atraso de mais de uma hora, e a FIA anunciou que fará uma revisão completa do que aconteceu. O departamento técnico da entidade teve que implementar uma atualização de software devido a uma combinação inusitada de baixa rotação do motor, condições de baixa aderência e a configuração do circuito de Sepang. Isso resultou em uma perda de potência em vários carros, o que deixou muitos pilotos confusos e insatisfeitos.
Max Verstappen comentou: “Esses motores são tão complicados, e há muito software envolvido. Quando acontece algo assim, é complicado. Isso não é o que queremos para o esporte. Espero que tenhamos aprendido uma lição.” Kimi Antonelli, por sua vez, descreveu a situação como “insana”, lembrando de um momento em que estavam cinco carros lado a lado na reta, sem entender o que estava acontecendo.
George Russell também se manifestou, destacando a complexidade dos motores: “Quanto mais complicado você torna as coisas, mais chances há de dar errado. Precisamos ter isso em mente para o futuro.” Lando Norris foi direto: “Foi horrível! Isso só prova que não deveríamos ter essa parte eletrônica com o que aconteceu.”
Pierre Gasly disse que a volta de formação foi a mais caótica de sua carreira, enquanto Gabriel Bortoleto lamentou que a corrida poderia ter sido interessante se a chuva tivesse sido gerida corretamente. Liam Lawson, que estava sem rádio, sentiu a pressão da situação: “Foi muito estressante. Eu não sabia o que estava acontecendo.”
Sergio Perez comparou a experiência a estar em um kart alugado que acabou a bateria, afirmando que o que ocorreu é inaceitável. Charles Leclerc, sem querer ser muito duro, reconheceu que a situação não era boa e que os problemas são resultado de decisões antigas que levarão tempo para serem resolvidas.
Arvid Lindblad achou a situação estranha e comentou que, em um momento, seu pedal de acelerador simplesmente não funcionava. Ollie Bearman ficou surpreso, mencionando que não esperava que a FIA pudesse controlar seu pedal de acelerador, e descreveu o problema como uma nova experiência para ele na Fórmula 1.
No fim das contas, o evento deixou muitos questionamentos e a certeza de que existem lições a serem aprendidas.