A Fórmula 1 está prestes a fazer seu retorno às pistas africanas, e a novidade vem de fontes bem informadas na comunidade do automobilismo. O país escolhido para sediar um Grande Prêmio é Ruanda, com a corrida programada para entrar no calendário em 2030. Um acordo já foi alcançado, e podemos ter um anúncio oficial em breve, talvez nas próximas semanas.
O presidente ruandense, Paul Kagame, tem se empenhado bastante para que sua nação faça parte do seleto grupo de países que recebem corridas de Fórmula 1. Ele foi o responsável por trazer a capital Kigali para o centro das atenções ao sediar a Assembleia Geral da FIA e a Cerimônia de Premiação em 2024. Durante esse evento, Kagame anunciou que Ruanda iria se candidatar para receber uma corrida de Fórmula 1.
Embora Ruanda não tenha atualmente um circuito capaz de receber um evento desse porte, a proposta não foi descartada. O presidente esteve presente no Grande Prêmio do Azerbaijão em 2025 e manteve contato próximo com figuras importantes da F1, como o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, e o CEO da F1, Stefano Domenicali.
Recentemente, informações apontam que Ruanda vai construir um circuito de corrida permanente. O projeto, que já havia vazado antes, será realizado a cerca de 40 quilômetros de Kigali, próximo ao Aeroporto Internacional de Bugesera. A concepção do circuito está sendo desenvolvida pela WurzDesign, empresa do ex-piloto de F1 Alexander Wurz, que também está colaborando com a Tilke Engineering na construção do Qiddiya Speed Park na Arábia Saudita.
O retorno da Fórmula 1 à África é um assunto que vem sendo debatido há anos. A última corrida no continente aconteceu em 1993, no GP da África do Sul, em Kyalami. Nos últimos tempos, houve várias tentativas de trazer a categoria de volta, principalmente em locais como Kyalami e Cape Town, além de rumores sobre o interesse de Marrocos e Nigéria.
A busca por sediar grandes prêmios é intensa ao redor do mundo, e muitos no meio automobilístico concordam que a África merece uma nova chance no calendário da F1. Entre os defensores dessa ideia, o sete vezes campeão Lewis Hamilton se destacou, recebendo apoio constante de Ben Sulayem e Domenicali.