A África do Sul ainda sonha em voltar a receber uma corrida da Fórmula 1. Recentemente, surgiram rumores de que Ruanda sediará um Grande Prêmio em 2030, e o ministro dos Esportes, Artes e Cultura da África do Sul, Gayton McKenzie, se manifestou, afirmando que seu país também terá uma corrida antes mesmo desse evento em Kigali.
McKenzie não perdeu a chance de parabenizar Ruanda pelo esforço e pelo trabalho que eles têm feito nos últimos anos. Ele destacou que os ruandeses começaram a se movimentar para trazer a Fórmula 1 antes da África do Sul e, por isso, merecem essa oportunidade. É interessante notar como a competição entre os países africanos pode impulsionar o desenvolvimento de projetos esportivos.
Nas palavras do ministro nas redes sociais, ele expressou sua felicidade pelo que está por vir: “Estamos felizes pela F1 de 2030 de Ruanda. Eles trabalharam nisso por mais tempo do que nós e merecem. Mas lembrem-se, um único país, a Itália, teve duas corridas por ano. Não podemos pensar que um continente com 55 países terá apenas uma corrida.” A confiança de McKenzie é clara: a África do Sul também terá sua chance de brilhar na Fórmula 1, e isso pode acontecer antes de 2030.
A volta da Fórmula 1 à África seria um grande marco, já que a última corrida no continente ocorreu em 1993, na África do Sul, no icônico circuito de Kyalami. Desde então, muitos projetos surgiram, mas a presença da Fórmula 1 na África ainda é um desafio. Kyalami, por exemplo, era visto como uma alternativa viável, mas ainda precisa se adequar aos padrões exigidos pela FIA para ser novamente homologado como Grau 1.
Enquanto a África do Sul busca seu retorno, Ruanda tem se destacado. O presidente Paul Kagame está ativamente envolvido no projeto da F1, e Kigali já foi escolhida para sediar a assembleia geral e a cerimônia de premiação da FIA em 2024. Essa movimentação mostra como o país está se preparando para receber eventos de grande porte e como as relações diplomáticas com figuras influentes na Fórmula 1, como Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, e Stefano Domenicali, CEO da Fórmula 1, têm sido fortalecidas.
Lewis Hamilton, o famoso heptacampeão mundial, também defende a volta da Fórmula 1 à África. Ele já declarou que não pretende se aposentar antes de ver a categoria novamente no continente. Esse tipo de apoio de personalidades do esporte é sempre um impulso importante para projetos como esses.
McKenzie acredita que o sucesso de Ruanda não deve significar a limitação da África a apenas uma corrida. Ele usa a Itália como exemplo, onde entre 2021 e 2025, o país teve mais de uma corrida por temporada, incluindo as etapas de Imola e Monza. Além disso, os Estados Unidos são outro exemplo de sucesso, já que atualmente recebem corridas em Austin, Miami e Las Vegas. Essa diversidade de eventos em um mesmo país mostra que há espaço para mais de uma corrida no calendário, e a África também pode desfrutar dessa oportunidade no futuro.