Russell compete com W17 incompleto após acidente em Singapura

George Russell teve um desafio e tanto durante a classificação do GP de Singapura de Fórmula 1. Seu carro, o Mercedes W17, ainda estava em recuperação depois de um acidente na Sprint. O chefe da equipe, Toto Wolff, explicou que o carro foi montado às pressas, sem todos os sensores e, possivelmente, com o assoalho comprometido.

Na Sprint, Russell fez uma largada incrível, saindo da segunda posição e superando Max Verstappen para assumir a liderança. Mas, no fim da primeira volta, ele acelerou um pouco cedo demais, tocou a linha branca e perdeu o controle, batendo no muro dos boxes. Isso deixou os mecânicos da Mercedes em uma verdadeira corrida contra o tempo antes da classificação.

Wolff elogiou o trabalho da equipe, dizendo que, apesar das dificuldades, eles conseguiram montar o carro novamente. “Os mecânicos fizeram um trabalho inacreditável, mas talvez não tivéssemos todos os sensores instalados e ele não parecia tão bom quanto antes”, comentou ele à Sky Sports F1. Mesmo assim, Russell conseguiu marcar o sexto melhor tempo da sessão, mostrando que, mesmo em situações complicadas, ele consegue brilhar.

Em outra entrevista, Wolff detalhou as limitações que enfrentaram. “O carro só ficou pronto no último minuto. O assoalho provavelmente não está exatamente como deveria estar. Então, considerando tudo, foi uma boa performance”, acrescentou. Ele também expressou surpresa com o acidente, já que Russell vinha sem cometer erros desse tipo há bastante tempo.

A equipe Mercedes também estava avaliando duas versões diferentes do W17 em Singapura. Enquanto Russell voltou à configuração que havia funcionado bem no Azerbaijão, Kimi Antonelli utilizou uma versão mais recente, que foi introduzida na Malásia. Antonelli conseguiu o quarto lugar, a apenas 0s189 da pole de Verstappen, mas Wolff quer mais provas antes de decidir se a atualização realmente trouxe vantagens.

Com Antonelli largando em quarto e Russell no fundo do grid devido à troca da unidade de potência, Wolff reconheceu que a prioridade agora é minimizar os danos. “Sabemos que estaremos em modo de contenção de danos amanhã. Ultrapassar é difícil aqui, mas vamos dar tudo para recuperar posições e marcar bons pontos”, afirmou.

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Diego Martins