Wolff considera ultrapassagens quase impossíveis em Singapura

Após o Grande Prêmio de Singapura, Toto Wolff, chefe da Mercedes, fez uma análise franca sobre as dificuldades de ultrapassagem na Fórmula 1. Ele destacou que, mesmo um carro que seja de um a um vírgula cinco segundos mais rápido por volta pode ter dificuldades para ultrapassar outro concorrente, especialmente em um circuito como o de Marina Bay.

Essa situação ficou bem clara com George Russell, que começou a corrida em 19º devido a uma penalização por troca de motor. Nas primeiras voltas, ele até conseguiu ganhar algumas posições, mas logo se viu preso em um grupo de carros, o que complicou sua recuperação. É um cenário que muitos fãs da F1 costumam observar: mesmo quando os pilotos têm um bom ritmo, as ultrapassagens podem ser uma missão quase impossível.

Em uma entrevista à Sky Sports F1, Wolff reconheceu que o desempenho de Russell foi afetado pelas condições do final de semana. Ele elogiou as manobras iniciais do piloto, mas ressaltou que a similaridade no desempenho dos carros e as características do circuito dificultam as disputas. “É muito difícil ultrapassar”, afirmou Wolff, explicando que, mesmo um carro um pouco mais rápido, acaba não conseguindo passar devido à aproximação insuficiente.

O layout do circuito de Marina Bay, que é bastante estreito e tem poucas retas longas, intensifica esse problema. Wolff mencionou que o ar turbulento deixado pelo carro da frente prejudica a aerodinâmica de quem vem atrás, tornando a ultrapassagem ainda mais complicada. Para que um piloto consiga superar outro, é preciso ter uma vantagem significativa, como pneus em melhor estado, por exemplo.

Apesar das dificuldades enfrentadas por Russell, a Mercedes saiu de Singapura com um resultado que pode ser considerado positivo para o desenvolvimento do carro W17. Kimi Antonelli, que largou em quarto, conseguiu terminar a corrida no pódio, em terceiro lugar. Essa corrida foi importante para a equipe avaliar as recentes atualizações aerodinâmicas que implementaram.

Wolff destacou que o desempenho de Antonelli mostrou, finalmente, o potencial dessas mudanças, após algumas semanas difíceis tentando encontrar o equilíbrio ideal do carro. Ele ficou satisfeito com a atuação do piloto italiano e com o resultado, enquanto a equipe já começa a focar nas últimas seis etapas da temporada de 2026.

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Diego Martins