Após a corrida em Singapura, a Honda se comprometeu a investigar um problema misterioso no motor de Fernando Alonso. Durante a qualificação, Alonso mencionou que precisaria trocar o turbo, afirmando que o componente estava “quebrado”. Isso resultou em uma penalização no grid para a corrida, onde, infelizmente, ele terminou fora da zona de pontuação. Era um fim de semana em que a Aston Martin esperava um bom desempenho, especialmente por Singapura exigir menos sensibilidade em termos de potência.
Recentemente, a Honda lançou seu segundo motor com o sistema ADUO-boost, que já foi utilizado por Lance Stroll na Espanha e depois por Alonso no Azerbaijão. A montadora está tentando solucionar problemas de dirigibilidade que têm afetado seu motor ao longo da temporada. Na coletiva de imprensa, o engenheiro-chefe da Honda, Shintaro Orihara, foi questionado sobre a afirmação de Alonso. Ele negou que o motor estivesse realmente “quebrado”, mas garantiu que o problema seria investigado antes da próxima corrida nos Estados Unidos.
Orihara explicou que, embora os dados até aquele momento não mostrassem grandes problemas, a percepção do piloto é crucial. Por isso, a equipe decidiu trocar o motor com base no feedback de Alonso. “Coletamos dados durante a corrida e também analisamos a performance dos componentes na qualificação, e isso será levado em consideração na fábrica”, afirmou. Ele destacou que a equipe tem duas semanas para revisar tudo e garantir que os componentes estejam funcionando corretamente.
Além disso, Orihara mencionou que é necessário um ajuste fino na dirigibilidade e no impulso do motor. Ele observou que outros fabricantes também estão focados em melhorar esses aspectos, buscando otimizar a experiência de condução, em vez de apenas aumentar a potência e gerenciar energia.