Circuito alemão pode voltar à F1, mas depende de financiamento

O retorno do circuito de Hockenheim ao calendário da Fórmula 1 ainda está em fase de negociação e não é certo. O local tem conversado com a categoria, mas enfrenta alguns desafios, principalmente a falta de apoio financeiro e as adaptações necessárias na estrutura. Em uma conversa com o site Formel1.de, o diretor-geral Jochen Nerpel foi claro ao comentar sobre a situação: “Naturalmente, gostaríamos de muito mais respaldo, mas as chances de financiamento público vindo de qualquer fonte são praticamente zero.”

Para que Hockenheim possa sediar uma nova corrida, é preciso aumentar a capacidade do público. Atualmente, o circuito comporta pouco menos de 60 mil pessoas, mas isso precisaria subir para cerca de 100 mil, incluindo arquibancadas temporárias. Além disso, o espaço para os boxes também precisaria ser ampliado para acomodar as 11 equipes que competem na Fórmula 1.

Enquanto isso, o circuito tem investido em outras iniciativas. A recente inauguração do Motorworld foi um passo importante, mas, segundo Joern Teske, outro diretor-geral, isso não é suficiente para garantir o retorno da Fórmula 1. Ele declarou: “A Fórmula 1 observa com muita atenção o que está acontecendo aqui no Hockenheimring. O Motorworld é um prédio bonito, mas não é o elemento essencial de que a Fórmula 1 precisa para realizar uma corrida.”

Teske também comentou que ainda há muitos detalhes a serem resolvidos antes de se chegar a um anúncio concreto. A ideia de uma corrida substituta, por exemplo, não é atraente financeiramente, a menos que ela abra portas para um acordo mais duradouro. “Se isso fosse apenas uma corrida única, sem perspectivas futuras, eu pessoalmente questionaria se o esforço valeria a pena. Financeiramente, certamente não valeria”, afirmou.

Hockenheim tem uma longa história na Fórmula 1, tendo recebido seu primeiro Grande Prêmio da Alemanha em 1970. O circuito esteve presente de forma regular entre 1977 e 2006, e depois passou a alternar provas com o Nürburgring até 2018. A última corrida aconteceu em 2019, com o suporte da Mercedes, mas, infelizmente, os custos altos impediram que o evento continuasse.

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Diego Martins