Presidente da FIA define novo prazo para decisão sobre V8 na F1

O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, revelou que está otimista quanto à possibilidade de confirmar um retorno dos motores V8 para o início da década de 2030 nos próximos meses. Essa expectativa vem à tona em meio a críticas de vários pilotos sobre as unidades de potência introduzidas em 2026. O que mais incomoda é a forte dependência de baterias e as exigências de gerenciamento de energia que esses motores impõem.

Pilotos como Max Verstappen, Fernando Alonso, Lewis Hamilton e Lando Norris têm sido bastante vocal sobre suas preocupações em relação às regras atuais. Na prática, o que acontece é que essas críticas alimentam um debate mais amplo sobre a necessidade de reformular a fórmula dos motores para além do ciclo atual. A ideia de retornar aos motores V8 está ganhando força e sendo considerada nas novas regulamentações que estão por vir.

Quando questionado sobre a possibilidade de um novo arcabouço regulatório ser aprovado ainda este ano, Ben Sulayem respondeu, em entrevistas a veículos de comunicação como o RacingNews365: “Sim, sim. Em alguns meses, espero.” Ele também mencionou a importância de pressionar as equipes e os fabricantes de unidades de potência para que apresentem suas propostas.

Recentemente, Ben Sulayem fez declarações marcantes durante uma visita a Ruanda, afirmando que os V8 voltariam em 2030. No entanto, ele logo atualizou suas declarações, ressaltando que nada foi formalmente acordado até o momento. Existem ainda vários fatores técnicos e financeiros a serem resolvidos antes que a transição para os motores V8 mais simples seja confirmada. “Ainda não, mas será”, afirmou.

O presidente da FIA destacou que a consulta tem sido intensa. “Os documentos estão com as equipes. Elas estão analisando. Os chefes das equipes, os fabricantes de unidades de potência. Um piloto também foi consultado sobre isso.” Ele também mencionou que, ao simplificar os motores e reduzir os custos pela metade, não significa que a pesquisa e desenvolvimento (P&D) também diminuiria da mesma forma. “A simplicidade traz um tempo de produção mais curto”, explicou.

Ben Sulayem também tocou em aspectos técnicos, como a necessidade de limitar a potência e o uso de determinados materiais, que podem ser caros se as equipes buscarem aqueles últimos cavalos de potência. “O som vai estar presente e os carros precisam ser leves, mas é preciso ter cuidado com o quão leves eles podem ser”, acrescentou, trazendo uma perspectiva interessante para os desafios que as equipes enfrentam ao se adaptarem a essas novas diretrizes.

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Diego Martins