A Aston Martin encerrou os treinos de sexta-feira do GP dos Estados Unidos de Fórmula 1 com uma sensação de avanço em relação ao que aconteceu em Singapura, embora ainda com algumas preocupações em relação ao desempenho do carro nas retas. Lance Stroll, um dos pilotos da equipe, reconheceu que passar da fase Q1 na classificação de sábado será um verdadeiro desafio.
Durante as duas sessões de treinos, a equipe completou 101 voltas e testou os três tipos de pneus disponíveis. No primeiro treino livre, Stroll e Fernando Alonso começaram com pneus Médios, mas trocaram para os Macios nos últimos 15 minutos. No segundo treino, a estratégia foi um pouco diferente: começaram com os pneus Duros, usaram os Macios durante a sessão e voltaram aos Duros para finalizar.
“Focamos em nosso programa de testes e tentamos melhorar o carro ao longo do dia”, comentou Stroll. Ele percebeu que a equipe conseguiu um desempenho um pouco melhor em comparação a Singapura, especialmente nas curvas, mas a falta de potência nas retas ainda é um ponto a ser trabalhado. Apesar dessa leve evolução, ele mantém a expectativa baixa para a classificação. “Sair do Q1 vai ser difícil, mas tudo pode acontecer”, afirmou.
O engenheiro da equipe, Pedro de la Rosa, também notou que os dois carros tiveram tempos semelhantes e conseguiram cumprir o programa de testes. No entanto, ele acredita que há espaço para melhorar o equilíbrio do carro. “Foi uma boa sexta-feira, mas ainda temos trabalho pela frente”, disse ele. De la Rosa também chamou a atenção para a questão dos limites de pista, já que várias voltas foram desconsideradas durante os treinos, algo que pode impactar a classificação.
É interessante notar como cada detalhe conta nesse tipo de competição. Os pilotos e a equipe estão sempre em busca de melhorias, e até mesmo uma simples troca de pneus pode fazer toda a diferença na performance do carro. O clima de expectativa é palpável, e todos estão ansiosos para ver como as coisas vão se desenrolar na classificação.