A Red Bull chegou com tudo para o Grande Prêmio da Áustria, uma das suas duas corridas em casa na F1, trazendo uma versão bastante reformulada do RB22. As mudanças são tantas que merecem uma atenção especial.
Logo de cara, o que chama a atenção são as entradas dos sidepods, que passaram por uma reformulação para melhorar o fluxo de ar interno. Essa nova geometria busca otimizar a distribuição de pressão nos canais de refrigeração, o que é crucial para o desempenho do carro. Com as características da pista e as altas temperaturas esperadas, a Red Bull também acrescentou uma série de aberturas para dissipação de calor na cobertura do motor. Essa é uma alteração simples, mas muito necessária para enfrentar as condições da corrida.
Outra parte que recebeu atenção foi o fundo do carro. O contorno frontal foi revisado, assim como a parte lateral, com o objetivo de gerenciar melhor a turbulência externa. Na parte traseira, os engenheiros fizeram pequenos ajustes aerodinâmicos ao redor do carenagem do câmbio e da suspensão traseira. Quem acompanha de perto já percebeu que a equipe de Milton Keynes deixou pouco ao acaso nesta atualização.
### Interpretação do perfil FTM e redução de peso
Um dos aspectos mais interessantes dessa atualização é a interpretação da Red Bull sobre o perfil FTM (Flick Tail Mode), que fica logo atrás da saída do escapamento. Essa ideia foi inicialmente apresentada pela Ferrari e, depois, adaptada por outras equipes. O objetivo é claro: melhorar a eficiência do plano principal do aerofólio traseiro, influenciando o fluxo de ar que sai da região do difusor. O fato de a Red Bull ter adotado sua própria versão no RB22 mostra a eficácia desse conceito, e a execução precisa dessa solução será um dos pontos mais observados durante o fim de semana.
Além das melhorias aerodinâmicas e mecânicas, um detalhe importante é que o novo RB22 agora atinge o limite mínimo de peso estipulado pelas regras. Isso é uma conquista significativa que reflete as economias de peso feitas em diversos novos componentes. É importante notar que não se trata de uma versão ‘B-spec’ do RB22. A ideia e a filosofia base do carro permanecem as mesmas. O que os engenheiros fizeram foi identificar e resolver, de forma metódica, várias fraquezas que estavam presentes na versão anterior, tanto em aspectos maiores quanto menores.
Essa abordagem é mais sobre refinamento do que reinvenção, mas o escopo das melhorias é considerável. Eles conseguiram lidar com problemas em praticamente todos os setores do carro, incluindo a questão do peso excessivo que tinha sido um obstáculo nas primeiras corridas da temporada. Agora, a única dúvida que resta é se a pista vai validar todo esse trabalho feito na fábrica.