Alonso planeja voltar ao Dakar em 2027 com Aston Martin

Fernando Alonso está se preparando para voltar ao Rally Dakar em 2027, de acordo com informações do site espanhol SoyMotor. O bicampeão de Fórmula 1 deve competir com um carro da categoria T1+, que foi originalmente desenvolvido pela Prodrive como Dacia Sandrider e será adaptado para ter a aparência de um Aston Martin.

Embora a notícia ainda não tenha sido oficialmente confirmada, o SoyMotor menciona que o projeto já está em andamento há algumas semanas. Os carros e caminhões estão no Reino Unido, já sem a marca Dacia, e o primeiro teste de Alonso deve acontecer na próxima semana. Um detalhe curioso é que os moldes da carroceria com a nova identidade da Aston Martin ainda não estão prontos para essa fase inicial.

Alonso já havia dado pistas sobre novidades antes do GP do Bahrein, quando comentou que poderia haver surpresas nas próximas semanas. Ele mencionou que há coisas que as pessoas podem achar impossíveis, mas que está interessado em explorar os limites do que pode ser feito. O que se especula é que esse retorno ao Dakar, prova que ele já participou em 2020, seria uma dessas surpresas. Naquela edição, Alonso terminou em 13º lugar, pilotando um Toyota Hilux.

Para 2027, Marc Coma, que foi copiloto de Alonso em sua primeira participação, também será seu companheiro novamente. Coma, que já foi campeão do Dakar cinco vezes nas motos, atualmente trabalha como diretor do Rally do Marrocos, mas vai voltar a pilotar para essa nova parceria. Daniel Gratacós será o engenheiro responsável por Alonso durante o primeiro teste.

A relação entre Aston Martin e Prodrive não é nova; as duas empresas colaboram desde 2004 em competições de GT. David Richards, fundador da Prodrive, tem uma história de envolvimento com a Aston Martin. O carro que Alonso vai utilizar é uma evolução do BRX e do Dacia Sandrider, este último tendo conquistado o Dakar com Nasser Al-Attiyah no início deste ano.

Quanto ao local do Dakar 2027, ainda não há uma definição. A Arábia Saudita é a principal candidata, mas a instabilidade na região pode fazer com que algumas equipes reconsiderem sua participação. Marrocos também surge como uma opção viável para sediar a competição.

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Diego Martins