A Alpine devolveu à Red Bull o troféu de terceiro lugar do GP de Mônaco de 2026 da Fórmula 1. Isso aconteceu após a equipe francesa perder um recurso no Tribunal Internacional de Apelação da FIA, mas a história ainda não terminou. Eles estão pensando em recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) para tentar reverter a situação.
Tudo começou quando Pierre Gasly recebeu duas punições de cinco segundos por ultrapassar o limite de velocidade no pit lane durante a corrida. Ele cruzou a linha de chegada em terceiro lugar, mas as penalidades o fizeram cair para a sétima posição. Com isso, Isack Hadjar ficou com o terceiro lugar e Oscar Piastri acabou em quarto. Na prática, o que costuma acontecer é que essas punições geram bastante debate entre as equipes.
A Alpine decidiu contestar as penalidades através de um Direito de Revisão. Durante esse processo, descobriram que a Formula One Management (FOM) havia considerado uma distância errada entre os pontos de cronometragem do pit lane, o que afetou o cálculo da velocidade de Gasly. Os comissários reconheceram o erro e, em 12 de junho, decidiram anular as punições. Assim, Gasly foi reconduzido ao terceiro lugar, enquanto Hadjar desceu para P4 e Piastri ficou em P5.
Porém, essa decisão abriu um novo capítulo na disputa. Gasly não foi o único a ser punido em Mônaco por conta das medições equivocadas. Outros pilotos já tinham cumprido suas penalidades e, portanto, não conseguiram recuperar o tempo perdido. Isso levou Red Bull e McLaren a recorrerem ao Tribunal Internacional de Apelação da FIA, que decidiu a favor das duas equipes. A Alpine, por sua vez, discorda do resultado e acredita que está sendo prejudicada, mesmo sem ter cometido nenhuma infração.
Outro ponto polêmico levantado pela Alpine é a participação de um dos juízes no julgamento, que supostamente tinha vínculos com a McLaren. Flavio Briatore, uma figura conhecida no mundo da Fórmula 1, classificou a situação como “estranha” em uma coletiva de imprensa na Itália.
Com a decisão do Tribunal Internacional de Apelação, a Alpine não tem mais como recorrer dentro da FIA. Mas eles ainda mantêm a opção de levar o caso ao CAS. Essa situação mostra como a competição na Fórmula 1 é intensa e como as decisões podem gerar consequências significativas nas classificações.