Audi aponta influência da Red Bull na virada da F1

A Audi tem mostrado uma grande evolução nas operações de pista, especialmente nas paradas nos boxes, e isso se deve em parte ao trabalho de Lee Stevenson, ex-chefe de mecânica da Red Bull. Stevenson, que subiu na hierarquia da Red Bull até se tornar o mecânico-chefe de Max Verstappen, se juntou à Sauber/Stake em 2024, preparando o terreno para a chegada da Audi em 2026. Agora, ele ocupa o cargo de gerente de equipe na Audi, uma função parecida com a que Jonathan Wheatley desempenhou na Red Bull, onde sua equipe de pit-stop foi considerada uma das melhores da categoria.

Na prática, essa mudança já está trazendo resultados impressionantes. Durante os Grandes Prêmios da Holanda e da Itália, a Audi conseguiu realizar as paradas mais rápidas da corrida, um feito incrível se compararmos com 2024, quando a equipe enfrentava problemas técnicos que tornavam as paradas nos boxes mais demoradas, especialmente com os parafusos das rodas. Para Allan McNish, diretor de corrida da Audi, a influência de Stevenson foi fundamental para essa transformação.

Ao comentar sobre as melhorias, McNish explicou que as dificuldades enfrentadas em 2024 foram superadas com o trabalho contínuo da equipe. “Lee chegou até nós no meio de 2025 e tem uma boa percepção do que precisávamos fazer”, disse. Ele destacou que, embora a equipe tenha os mesmos membros, agora eles estão entregando resultados muito melhores e de forma consistente. “Em Zandvoort, por exemplo, sempre tínhamos as paradas mais rápidas. E não se trata apenas de uma única parada; em várias paradas, todas estão indo bem, e a equipe está se saindo muito bem.”

Um detalhe que costuma passar despercebido é que cada segundo conta nas corridas. McNish ressaltou a importância de aproveitar ao máximo cada oportunidade durante as corridas, já que a concorrência na parte intermediária do grid é bastante acirrada. Ele acredita que o bom desempenho nas paradas permite que os pilotos extraiam mais do carro durante as corridas. “Não diria que herdamos as qualidades de Stevenson, mas definitivamente as desenvolvemos”, comentou McNish, elogiando o trabalho que ele e sua equipe têm feito.

Com isso, a presença de Stevenson na Audi não só trouxe um novo jeito de encarar as operações de pista, mas também uma nova energia para a equipe. É animador ver como eles estão evoluindo, não apenas nas paradas, mas em todo o trabalho nos carros. A mudança está visível e promete continuar trazendo bons frutos para a equipe.

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Diego Martins