Oliver Bearman, piloto da Haas, fez uma análise bem direta sobre a situação da equipe na Fórmula 1. Depois de um começo promissor em 2026, ele acredita que a Haas foi superada pela maioria das concorrentes e, atualmente, ocupa a décima posição no grid. A visão dele é clara: o problema não é a capacidade da equipe de criar um carro veloz, mas sim a falta de recursos para acompanhar o ritmo intenso de desenvolvimento dos rivais.
Ele lembra que, no início da temporada, a Haas teve um desempenho sólido, conseguindo até ultrapassar adversários diretos com certa facilidade. “Na Austrália, por exemplo, lembro de ter ultrapassado os dois carros da Red Bull e ainda consegui abrir uma boa vantagem. Hoje, isso parece um sonho distante”, comentou Bearman. É impressionante como o cenário pode mudar rapidamente na Fórmula 1.
Um ponto importante que Bearman destacou é a dificuldade histórica da Haas em manter a competitividade. A equipe começa bem, mas, com o passar das corridas, perde terreno à medida que os rivais introduzem novas atualizações. Ele explicou que, embora a Haas consiga tornar o carro competitivo quando faz atualizações, a velocidade com que as outras equipes evoluem é um desafio. “Quando atualizamos, nosso carro funciona bem, mas, em um novo regulamento, os outros trazem melhorias a cada corrida, enquanto nós conseguimos fazer isso a cada nove corridas. Isso não é rápido o suficiente”, esclareceu.
Bearman também mencionou equipes como Red Bull e Ferrari, que estão em um ritmo de desenvolvimento muito mais acelerado em 2026. Ele reconhece que a Haas não tem condições financeiras ou logísticas para reproduzir esse modelo de evolução rápida, mas se mantém otimista quanto a uma recuperação a longo prazo.
“Todos na equipe são muito apaixonados e competentes”, afirmou. Ele fez questão de ressaltar o trabalho árduo de Ayao Komatsu, que está empenhado em recolocar a Haas entre as equipes intermediárias. No entanto, Bearman é realista ao admitir que essa transformação não acontecerá da noite para o dia e que pode levar mais tempo do que esperamos, possivelmente até mais de um ano.