Flavio Briatore, o chefe da equipe Alpine, não poupou críticas à decisão da Corte Internacional de Apelação da FIA, que restaurou duas penalidades de cinco segundos aplicadas a Pierre Gasly durante o GP de Mônaco. Essa decisão, anunciada na última sexta-feira, deixou muitos perplexos, principalmente porque Gasly havia terminado a corrida em terceiro lugar, mas acabou caindo para a sétima posição devido às punições.
A polêmica começou quando a Alpine conseguiu anular as penalidades ao mostrar que houve um erro na medição do pitlane. No entanto, tanto a McLaren quanto a Red Bull recorreram da decisão, e, para surpresa da equipe, as punições foram restabelecidas. Com isso, o piloto Isack Hadjar acabou sendo considerado o terceiro colocado da prova.
Na coletiva de imprensa realizada durante o GP da Itália, Briatore expressou sua insatisfação de forma clara. Ele destacou que, embora aceitasse a decisão, achava estranho que um dos juízes do painel estivesse tão próximo da McLaren. Ele chegou a mostrar uma fotografia do juiz participando de um evento da McLaren em 2018, levantando a suspeita de um possível conflito de interesses.
“Um dos juízes estava ligado a uma equipe que nos contestava”, afirmou Briatore, referindo-se à McLaren. Ele também comentou sobre a postura do juiz durante a audiência, que, segundo ele, foi bastante hostil. “Nossa grande pergunta é: por que alguém com uma ligação com a McLaren fez parte do painel neste caso?”, questionou.
Apesar de toda a crítica, Briatore deixou claro que aceitou o resultado, mas pediu uma revisão na composição dos painéis de julgamento. Ele acredita que a independência dos juízes é fundamental, especialmente em situações que envolvem disputas entre equipes. “O painel deveria ser completamente independente. Não precisamos de alguém ligado a uma equipe, especialmente se essa equipe está diretamente envolvida na situação”, concluiu, deixando no ar a expectativa sobre os próximos passos da Alpine.