A vitória de Kimi Antonelli na Bélgica deu um empurrãozinho na confiança da Mercedes, enquanto as equipes da Ferrari, Red Bull e Audi desembarcam em Budapeste com suas próprias expectativas para o GP. A Fórmula 1 chega à 11ª etapa da temporada 2026, e esse final de semana no Hungaroring é a última chance para os pilotos e equipes se destacarem antes da pausa de verão.
Antonelli é o nome do momento. O italiano teve uma corrida brilhante em Spa-Francorchamps, onde superou Charles Leclerc em uma disputa estratégica e consolidou a força da Mercedes. Essa vitória não só coloca Antonelli como um forte candidato ao título, mas também destaca a habilidade da equipe em se adaptar a diferentes tipos de pista.
Falando em desafios, o circuito húngaro é bem distinto de Spa. Enquanto Spa exige velocidade e retas longas, o Hungaroring é um verdadeiro teste de aerodinâmica e estabilidade nas curvas. Aqui, cada detalhe conta, e uma nova vitória de Antonelli mostraria que a Mercedes está pronta para enfrentar qualquer situação.
A Ferrari também vem com ânimo renovado. Charles Leclerc, que ficou em segundo na Bélgica, chegou a liderar a corrida antes de ser ultrapassado por Antonelli. Mesmo sem o troféu, a equipe mostrou que pode competir de igual para igual com a Mercedes e que seu progresso na temporada é real, não se limitando apenas à vitória de Lewis Hamilton em Barcelona.
Hamilton, por sua vez, terminou a corrida belga em quarto, mesmo após uma penalização. Agora, ele retorna a um circuito onde costuma brilhar, e sua experiência pode ser um diferencial importante. Com a Ferrari em alta, a equipe italiana deve ser considerada uma forte concorrente para o pódio em Budapeste.
A Red Bull, no entanto, vive um momento mais complicado. Max Verstappen voltou ao pódio na Bélgica, mas ficou a uma boa distância da briga pela vitória. O resultado foi positivo, especialmente depois de algumas corridas difíceis, mas a equipe ainda precisa melhorar para acompanhar o ritmo de Mercedes e Ferrari.
Para Verstappen, a Hungria é uma chance de mostrar que ele e a Red Bull estão se recuperando. O traçado húngaro exige um carro equilibrado e confiável, especialmente nas curvas, onde qualquer falha pode custar caro.
Enquanto isso, Gabriel Bortoleto e a Audi chegam a Budapeste em um bom momento. O brasileiro terminou o GP da Bélgica em oitavo, resistindo à pressão de Arvid Lindblad. Esse resultado é um sinal claro de evolução e garante pontos valiosos para a equipe. Embora a Audi ainda não esteja no nível das líderes, Bortoleto pode se destacar em uma corrida onde a estratégia e a classificação são cruciais.
A McLaren também precisa reencontrar o seu espaço. A equipe já mostrou que tem velocidade, mas enfrenta uma concorrência acirrada. O Hungaroring, com suas curvas desafiadoras, pode ser uma boa oportunidade para Lando Norris e Oscar Piastri voltarem a brigar pelas primeiras colocações.
Com a Mercedes e Antonelli como referências, e a Ferrari e Leclerc mostrando garra, o GP da Hungria promete ser um grande espetáculo. O circuito húngaro trará condições diferentes das da Bélgica, e será um bom teste para ver quem realmente tem o que é preciso para se destacar em qualquer pista.