A Fórmula 1 pode estar prestes a enfrentar um novo desafio no próximo final de semana, especialmente se a chuva resolver dar as caras durante o GP de Singapura. Recentemente, um problema de software que ocorreu em Sepang levantou algumas questões sobre o que a FIA pode ou não fazer com os códigos dos carros durante uma corrida.
Esse problema aconteceu durante a volta de formação no GP do Bahrein, onde vários carros, incluindo o de Lewis Hamilton da Ferrari, enfrentaram dificuldades. A falha nas configurações de energia para pista molhada fez com que alguns veículos perdessem potência ou simplesmente parassem. Para resolver a situação, a FIA precisou distribuir uma atualização de software enquanto os carros estavam em “parque fechado”, que, por regulamento, impede mudanças significativas entre a classificação e a corrida. As equipes só podem fazer ajustes limitados, como trocar pneus ou realizar pequenos ajustes na asa dianteira, a não ser que o diretor de prova autorize alterações por conta de condições climáticas.
Após o ocorrido, a FIA comunicou que retirou a limitação de energia nos setores afetados, permitindo que as equipes atualizassem o software durante a pausa causada pela chuva. Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, explicou que houve um trabalho em conjunto para garantir que todas as equipes estavam cientes e realizassem as atualizações necessárias.
A questão se torna ainda mais relevante agora, pois há previsão de tempestades para o GP de Singapura. Tombazis comentou que o código utilizado por todos os carros é desenvolvido em parceria com o fornecedor padrão da ECU, as equipes e os fabricantes de unidades de potência. Isso significa que, se houver outra falha nas configurações para chuva no circuito de Marina Bay, o problema não será exclusivo de uma única equipe.
Além disso, a situação gerou debates sobre a ordem de relargada após a interrupção da corrida. Fernando Alonso expressou suas preocupações sobre a possibilidade de permitir que carros que já haviam parado voltassem à pista. Ele mencionou que, se a decisão fosse por questões de segurança, poderia entender, mas achava que esses carros já estavam fora da corrida. Vale lembrar que a situação não foi culpa das equipes ou pilotos, mas sim um problema geral.
Enquanto isso, a FIA ainda não confirmou se conseguirá finalizar a revisão completa do problema de software antes do GP de Singapura. A expectativa é alta, e todos estarão atentos para ver como isso se desenrola nas corridas.