Hugo Cibien participou da sétima etapa da Copa Truck, realizada em Curvelo, Minas Gerais, e saiu de lá com um resultado que mostrou a força do seu caminhão, mas também deixou um gostinho de que poderia ter ido ainda mais longe. Ele começou a corrida na 12ª posição, mas conseguiu avançar para o quarto lugar na primeira corrida, mesmo enfrentando problemas com emissões durante todo o fim de semana.
As dificuldades começaram logo nos treinos de sábado. Cibien estava entre os mais rápidos, mas perdeu tempo devido ao excesso de emissões. Na classificação, ele estava bem posicionado para avançar ao top qualifying, mas acabou desclassificado pelo mesmo problema e precisou largar da 12ª posição. “O final de semana começou complicado com problema de excesso de emissões. Tive três treinos com esse gargalo. Estávamos entre os mais rápidos, mas perdi os tempos; se houver emissão a mais, o tempo não conta”, explicou o piloto. Essa questão de emissões afetou vários competidores, e ele lamentou não ter conseguido largar mais à frente, já que tinha ritmo para estar na segunda fila.
No domingo, após o warm-up, o caminhão melhorou bastante. Cibien aproveitou a oportunidade na Corrida 1 e, em apenas duas voltas, já havia pulado para a sétima posição, continuando sua escalada até terminar em quarto. “Larguei em 12º na Corrida 1, na segunda volta já era o sétimo e terminei a corrida em quarto lugar. Tive que dosar o ímpeto no pé do acelerador, pois dava para buscar o terceiro, mas já tínhamos tomado uma advertência de emissões. Uma segunda advertência geraria um drive-through, que custaria mais de 20 segundos e acabaria com a corrida”, contou.
Na Corrida 2, Cibien largou em quinto, seguindo o grid invertido, e chegou a lutar pela vice-liderança. No entanto, uma falha de comunicação no rádio resultou em uma punição de 20 segundos por queima de largada em movimento. Na última volta, ele ainda sofreu um toque, complicando mais a situação.
Apesar dos contratempos, Cibien avaliou o fim de semana de forma positiva. “O saldo final foi positivo. O caminhão estava rápido. Tive que controlar a aceleração para não estourar as emissões, o que tira um pouco de tempo, mas fomos muito velozes. Fazer uma escalada de 12º para quarto num circuito tão travado quanto Curvelo comprova nosso potencial para a reta final do campeonato”, destacou. Ele lamentou os 20 segundos de punição, que não ajudaram na largada, mas ressaltou que o importante é o desempenho do caminhão.
A próxima parada da Copa Truck será entre 30 de outubro e 1º de novembro, no Autódromo Internacional de Chapecó, em Santa Catarina.